Motoristas de aplicativo se dividem sobre regulamentação
Pesquisa Datafolha aponta que a maior expectativa em relação ao governo para 52% deles é conseguir auxílio para renovar ou trocar do veículo
O governo Lula incluiu entre as prioridades para o ano no Legislativo a regulamentação do trabalho por aplicativos, num tentativa de acenar para uma força de trabalho com a qual o PT nunca conseguiu se conectar.
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Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 2, mostra que não há consenso sobre o assunto nem mesmo entre os motoristas de aplicativo, que resistem, junto com os entregadores, a se entender com o governo Lula.
Segundo o levantamento, que foi encomendado pela Uber, 42% desse motoristas acreditam que o governo deveria regulamentar a atividade, enquanto 41% opinaram que não e outros 17% não souberam responder.
Pesquisa divulgada em outubro de 2025 pelo menos instituto e encomendada pala mesma empresa já tinha indicado que 54% dos motoristas rejeitavam as regras da CLT como alternativa ao atual regime de trabalho.
Outra prioridade
Quando questionados sobre ações que o governo deveria adotar em relação a eles, 52% dos motoristas de aplicativo apontam como prioridade algum auxílio para renovação ou troca do veículo que usam para trabalhar.
Outros 21% preferem que não haja nenhuma intervenção do poder público, e 17% escolheram a opção "implementar e/ou melhorar a previdência específica para motoristas de aplicativo".
As respostas sugerem que os motoristas não se animam com a perspectiva de intervenção estatal.
Apenas 1% selecionou a opção "melhorar remuneração dos motoristas/tarifa mínima por km", mesma proporção que optou por "não cobrar impostos/reduzir impostos/taxas".
Preocupações
Para 49% dos 1.800 motoristas questionados de 8 de maio a 13 agosto de 2025, a maior preocupação é a manutenção, o desgaste e a depreciação do veículo que dirigem.
A segunda maior preocupação, de 37% deles, é o "receio/perigo de transportar desconhecidos e/ou ser assaltado", seguida por "não ter renda caso eu sofra um acidente e precise parar de dirigir", temida por 36%,
Apenas 15% apontaram como preocupação "não ter renda quando eu ficar velho demais para dirigir", uma das principais preocupações alegadas pelo governo, já que esses trabalhadores não costumam ter plano de Previdência.
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