Um dos debates mais comuns quando o assunto é saúde cardiovascular gira em torno da alimentação: afinal, o melhor caminho é cortar carboidratos (low-carb) ou reduzir ao máximo as gorduras (low-fat)?
Uma pesquisa internacional publicada no European Society of Cardiology acompanhou milhares de pessoas em diferentes países e revelou que o fator mais importante para a saúde do coração não é adotar uma dieta low-carb ou low-fat, mas sim priorizar a qualidade dos alimentos consumidos. Confira!
O que o estudo mostrou?
Os pesquisadores observaram que dietas baseadas em alimentos naturais e minimamente processados tiveram associação consistente com menor risco de doenças cardiovasculares e mortalidade.
Entre os principais pontos destacados estão:
- Maior consumo de frutas, verduras e legumes;
- Presença de grãos integrais;
- Inclusão de fontes saudáveis de gordura, como azeite e oleaginosas;
- Consumo equilibrado de proteínas, incluindo peixes e leguminosas;
- Redução de ultraprocessados.
Ou seja, o foco deve estar na composição e na qualidade da alimentação, não apenas na exclusão de um macronutriente específico
Nem vilão, nem herói
Durante anos, carboidratos e gorduras alternaram o papel de vilões das dietas. No entanto, o estudo reforça que ambos podem fazer parte de um padrão alimentar saudável, desde que escolhidos com critério.
Carboidratos integrais, por exemplo, têm impacto diferente no organismo quando comparados aos refinados. Da mesma forma, gorduras insaturadas, presentes em alimentos como abacate e azeite, são diferentes das gorduras trans e saturadas em excesso.
O padrão alimentar importa mais
A conclusão reforça recomendações já defendidas por instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS): a prevenção de doenças cardiovasculares está ligada a um conjunto de hábitos, que inclui alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do estresse e abandono do tabagismo.
Em vez de seguir modismos alimentares restritivos, especialistas sugerem apostar em um padrão alimentar sustentável a longo prazo, como o modelo mediterrâneo, frequentemente associado a bons resultados cardiovasculares.
Mais do que cortar carboidratos ou gorduras, o que faz diferença é manter uma alimentação rica em nutrientes, com predominância de alimentos naturais, e que possa ser mantida de forma consistente ao longo da vida.




