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Maduro vai “democratizar” ainda mais a sociedade venezuelana

"Formei uma equipe com renomados assessores nacionais e internacionais para elaborar, em conjunto com nosso povo, uma grande reforma constitucional que democratize ainda mais a sociedade venezuelana", declarou do ditador da Venezuela

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Redação Crusoé
3 minutos de leitura 20.12.2024 15:54 comentários 1
Maduro vai “democratizar” ainda mais a sociedade venezuelana
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A poucos dias da posse marcada para 10 de janeiro, o ditador que se autointitula presidente, Nicolás Maduro, revelou planos para uma reforma constitucional.

Segundo o tirano da Venezuela, essa iniciativa visa "consolidar a soberania popular" e delinear a direção que o chavismo pretende seguir após a investidura iminente.

Durante um evento político transmitido pela televisão, Maduro declarou: "Formei uma equipe com renomados assessores nacionais e internacionais para elaborar, em conjunto com nosso povo, uma grande reforma constitucional que democratize ainda mais a sociedade venezuelana".

Embora os detalhes da proposta ainda não tenham sido divulgados, tudo indica que as ações de Maduro visarão o recrudescimento da ditadura a fim de garantir a sua permanência no poder.

Diversas normas que fortalecem o aparato repressivo vigente, como a lei contra o ódio, já foram sancionadas pela Assembleia Constituinte.

O Parlamento sob domínio chavista aprovou uma reforma relacionada às comunas no mês passado e anunciou mudanças em legislações eleitorais que impõem restrições a ONGs e severas penalidades à dissidência, incluindo a Lei Simón Bolívar, que prevê inabilitações políticas de até 60 anos, prisão e confisco de bens.

Além disso, foi aprovada uma lei de justiça comunitária com juízes de paz escolhidos entre os membros do Partido Socialista Unido da Venezuela.

Jesús Armas: delação sob tortura

Enquanto desfrutava de um momento em um café localizado no município de Baruta, um grupo de homens armados e encapuzados sequestrou o líder político Jesús Armas, levando-o à força em um veículo sem placas. Este tipo de operação é característico do DGCIM, órgão que atua sob as ordens do regime de Nicolás Maduro.

No último dia 13 de dezembro, o ministro do Interior, Deusdado Cabello, comentou sobre o caso durante seu programa, insinuando em tom sarcástico que Armas havia delatado outros opositores ao regime, confirmando assim sua situação sob custódia governamental.

A família foi então comunicada que Armas havia sido transferido para o Sebin em El Helicoide, conhecido como um dos principais centros de tortura do regime venezuelano, onde muitos presos políticos estão detidos.

Com o passar das horas, novas informações alarmantes chegaram até a família: desde o momento do sequestro por parte dos homens encapuzados, Armas havia sido submetido a torturas físicas e psicológicas. Relatos indicam que ele foi asfixiado com um saco plástico em uma casa clandestina situada em Santa Mônica, município de Baruta, a poucos minutos do local onde foi capturado.

Os testemunhos confirmam que Jesús Armas foi forçado a declarar contra membros de seu partido sob tortura em uma instalação clandestina do SEBIN na urbanização Santa Mônica.

O SEBIN é amplamente acusado por violações dos direitos humanos, incluindo sequestros e torturas direcionadas a opositores políticos.

Eis aí um dos muitos exemplos de como age o regime que Nicolás Maduro quer fazer crer se tratar de uma democracia e que o seu companheiro, o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, jamais ousou chamar pelo que verdadeiramente é: uma cruel ditadura.

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Comentários (1)

Xico Só

2024-12-20 16:54:24

Aiííii deeentu ...


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2024-12-20 16:54:24

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