Irã inicia funeral de Ali Khamenei
Cerimônias reúnem membros do regime, Guarda Revolucionária e familiares de mortos
O funeral do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, teve início nesta quinta, 2.
A agência de notícias estatal divulgou imagens da chegada do caixão a um salão xiita.
A primeira cerimônia foi realizada nas proximidades da Husseiniya do Imã Khomeini, na capital iraniana, após as orações do pôr do sol e da noite.
O evento reuniu familiares de mortos na Guerra Irã-Iraque, integrantes do gabinete do líder supremo e membros da Guarda Revolucionária.
Segundo a organização do regime iraniano, há expectativa de que grandes multidões saiam às ruas para demonstrar apoio à República Islâmica.
O funeral ocorre meses depois do ataque, após um acordo de cessar-fogo entre os países envolvidos.
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Morte de Khamenei
Ali Khamenei foi alvo de um bombardeio em Teerã em 28 de fevereiro.
O seu sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, ficou gravemente ferido após os ataques dos Estados Unidos e Israel.
O governo israelense já planejava há anos a morte de Ali.
O Mossad, serviço de inteligência israelense, invadiu anos atrás as câmeras de trânsito nas ruas de Teerã para rastrear os passos dos guarda-costas do líder supremo iraniano e de funcionários do alto escalão.
Esses equipamentos faziam parte do sistema de vigilância do regime, usado para identificar e perseguir opositores.
Segundo o jornal Financial Times, o acesso livre às imagens permitiu que Israel mapeasse a capital do Irã e identificasse padrões de movimentação da elite do poder.
Uma das câmeras estava posicionada justamente onde os seguranças de Khamenei estacionavam os seus carros.
Através dela, as autoridades israelenses identificaram padrões, criaram dossiês sobre os endereços dos guardas, os horários de trabalho, rotinas e as pessoas que estavam designadas para proteger o alto escalão.
Quando Khamenei foi executado, os Estados Unidos interromperam o serviço de telefonia celular da Rua Pasteur, em Teerã.
Com isso, os guardas tiveram dificuldades para se comunicar.
"Conhecíamos Teerã como conhecemos Jerusalém. E quando você conhece [um lugar] tão bem quanto conhece a rua onde cresceu, você percebe uma única coisa que está fora do lugar.”, disse um oficial da inteligência israelense ao jornal americano.
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