Gustavo Petro é investigado nos EUA
Escritórios independentes de procuradores federais apuram se o presidente da Colômbia tem ligações com o tráfico de drogas
Pelo menos dois escritórios de procuradores federais dos Estados Unidos, um em Manhattan e outro no Brooklyn, investigam se o presidente da Colômbia, Gustavo Petro (foto), tem ligações com o tráfico de drogas, registrou o New York Times.
Além de possíveis encontros de Petro com traficantes, os investigadores apuram se a campanha presidencial solicitou doações de facções criminosas.
As investigações são independentes e estão em fase inicial
Segundo o jornal, nada indica que o governo Donald Trump, com quem Petro tem uma relação instável, esteja envolvido com as investigações.
Sanções
Em outubro de 2025, o governo Trump aplicou sanções a Gustavo Petro, à primeira-dama, Verónica del Socorro Alcocer Garcia, ao filho mais velho, Nicolas Petro, e ao ministro do Interior, Armando Benedetti, por envolvimento no “comércio global de drogas ilícitas”.
Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) revelam que o cultivo de coca na Colômbia aumentou 10% em 2023, ano em que Petro assumiu o governo.
O crescimento representou um aumento potencial de 53% na produção de cocaína em relação a 2022.
Em nota, o Tesouro americano descreveu Petro como “ex-guerrilheiro eleito presidente da Colômbia em 2022”, que teria fornecido benefícios a organizações narcoterroristas por meio de seu plano de “paz total”, entre outras políticas, resultando em níveis recordes de cultivo de coca e produção de cocaína.
Trump x Petro
No início de 2026, Trump afirmou que Petro é um "homem doente".
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de uma operação militar contra Gustavo Petro, Trump respondeu: “Soa bem”.
Em fevereiro, Trump e Petro se encontraram na Casa Branca a portas fechadas.
A jornalistas, Trump disse que ele e Petro "se deram bem", prometendo "trabalhar" nas sanções impostas à Colômbia.
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