Eduardo Bolsonaro conecta Trump à rejeição a Messias
"Essa vaga no Supremo Tribunal só aconteceu por causa de Trump e do secretário de Estado Marco Rubio", escreveu o ex-deputado federal
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (foto) tentou ligar a rejeição no Senado ao nome do advogado-geral da União Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) a medidas anteriores tomadas pelo governo do presidente americano Donald Trump.
Na rede X, Eduardo comentou uma notícia do The Washington Times com o título: "Senado brasileiro bloqueia indicado de Lula para Suprema Corte, a primeira rejeição em 132 anos".
O filho do ex-presidente então escreveu: "Essa vaga no Supremo Tribunal só aconteceu por causa de Trump e do secretário de Estado Marco Rubio. Após sanções de visto dos EUA, e temores de penalidades Magnitsky como as de Moraes (obrigado, secretário Scott Bessent), o ministro [Luís Roberto] Barroso saiu mais cedo. O indicado de Lula foi então rejeitado pelo Senado, sinalizando o fim de sua administração".
Eduardo publicou ainda uma imagem de Trump e Marco Rubio abraçados, com a frase "Thank you".
Segundo Eduardo, Luís Roberto Barroso antecipou a aposentadoria com medo das sanções americanas, o que é uma possibilidade. Eduardo, contudo, tenta fazer crer que foram suas ações nos Estados Unidos que desencadearam todos esses acontecimentos.
Alexandre de Moraes
Mas Eduardo omite que o ministro do STF Alexandre de Moraes, que foi alvo da Magnitsky, tem sido apontado como um dos artífices da rejeição a Messias.
Em votação no plenário do Senado na quarta-feira, 29, 42 senadores votaram contra a indicação. Apenas 34 foram a favor.
Segundo a reportagem "Rejeição histórica", de Wilson Lima na última edição de Crusoé, Lula "deu de ombros aos apelos de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino" ao indicar Messias para o STF.
Com isso, "os três atuaram para barrar a indicação de Messias. O mais incisivo deles foi justamente Alexandre de Moraes".
"O receio dessa ala do STF era que, curiosamente, Messias engrossasse o coro pela aprovação de um código de ética dentro do Supremo. Os três também queriam Pacheco no STF. Na visão deles, o ex-presidente do Senado poderia ajudar no distensionamento das relações entre Supremo, Planalto e Legislativo", afirma a reportagem.
Leia a reportagem de capa de Crusoé: Rejeição histórica
Outras análises dão conta de que Alexandre de Moraes teria manobrado para evitar a aprovação de Messias, que contava com apoio de André Mendonça.
Como Mendonça está conduzindo as investigações do caso Master, Moraes e outros ministros teriam buscado evitar que ele ganhasse aliados nas votações na Corte.
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