"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”, diz Messias
Advogado-geral da União de Lula cita Darcy Ribeiro para reclamar da decisão do Senado de rejeitar sua indicação para o STF
Jorge Messias (foto) segue lambendo as feridas após sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF) ter sido rejeitada pelo Senado.
O advogado-geral da União do governo Lula citou o antropólogo Darcy Ribeiro no início da madrugada desta sexta-feira, 1º de maio, em seu perfil no X para criticar quem lhe impôs a derrota, numa rejeição que não ocorria há mais de 100 anos e expôs a fraqueza do governo petista.
"Darcy Ribeiro: 'Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu'", citou Messias.
O AGU de Lula já tinha reclamado publicamente do resultado, apesar de dizer que "o Senado é soberano", que "tem dias de vitórias e dias de derrotas" e que o resultado precisa ser aceito.
“Nós sabemos quem produziu tudo isso", lamentou após o anúncio da rejeição, sem dizer, contudo, quem foi.
Caça às bruxas
O governo Lula promove uma caça às bruxas após a derrota histórica no Senado.
O principal responsável, para o Palácio do Planalto, é o presidente o Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas até o ministro Alexandre de Moraes, do STF, é apontado como articulador da rejeição de Messias.
Até o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), opção de Alcolumbre para o STF no lugar de Messias e potencial candidato de Lula ao governo de Minas Gerais, entrou para a lista de suspeitos do petismo.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), outro sobre o qual também se especula traição, reagiu publicamente às dúvidas semeadas sobre sua posição em relação à indicação de Messias.
“São improcedentes as ilações sobre o MDB e mentirosas as especulações sobre o meu voto, dos senadores Renan Filho e Eduardo Braga”, defendeu-se Renan em seu perfil no X.
“Trabalhamos e votamos em Jorge Messias. Derrotas devem ensinar e não gerar efeitos lisérgicos [alucinógenos] vindos do cavalo de Tróia dentro do governo”, finalizou o senador.
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