A projeção de Kassab para Raquel Lyra
"Vocês vão fazer da Raquel a mulher brasileira mais poderosa da política", disse o presidente do PSD a deputados e prefeitos pernambucanos
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou na segunda-feira, 18, que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, será "a mulher mais poderosa da política", caso seja reeleita.
"Ao reconduzir a Raquel, vocês vão fazer da Raquel a mulher brasileira mais poderosa da política", disse o dirigente partidário a deputados, prefeitos e lideranças políticas de Pernambuco.
"Não percam essa oportunidade, porque a Raquel é pernambucana, a Raquel é próxima, é jovem, e, efetivamente, essa recondução é fundamental para vocês, pro PSD e pro Brasil", acrescentou.
Raquel Lyra e Lula
Apesar de o PSD ter candidato próprio à Presidência da República, Kassab deixou aberta a possibilidade de Raquel Lyra montar palanque para o presidente Lula (PT).
"O presidente Lula, eu respeito e tem o meu carinho. Na minha cédula, eu vou tirar o presidente Lula, respeitosamente, e vou pôr o Caiado. E Raquel vai ter Túlio trabalhando por Lula, e tantos de vocês aqui [também]. Se Lula tiver o apoio de vocês é porque merece o apoio de vocês. Eu vou pescar alguns aí para fazer a campanha para Caiado", disse.
O petista é o maior cabo eleitoral de Pernambuco. Em 2022, ele teve quase 67% dos votos válidos no estado.
Pesquisas
Pesquisa Realtime Big Data, divulgada em abril, aponta que a governadora Raquel Lyra (PSD) conseguiu reduzir a vantagem do ex-prefeito de Recife João Campos (PSB) na corrida ao governo de Pernambuco.
Campos lidera com 50% das intenções de voto em primeiro turno, enquanto Lyra tem 33%.
A diferença entre eles é de 17 pontos percentuais.
Terceiro colocado, Eduardo Moura (Novo) tem 8%; Ivan Moraes (PSOL), 2%; brancos e nulos, 4%; e indecisos, 3%.
Em dezembro de 2025, João Campos tinha 56% das intenções de voto, e Raquel Lyra, 27%.
A vantagem do ex-prefeito de Recife era de 29 pontos percentuais.
Mudança de rumo
Raquel trocou o PSDB pelo PSD no primeiro semestre de 2025, mas já vinha se aproximando de Lula desde o fim de 2024.
Nos últimos meses, a governadora passou a compartilhar os palanques com o petista em Pernambuco ao lado de Campos.
A estratégia parece ter surtido o efeito desejado. Além de aumentar suas perspectivas de intenção de voto, o movimento pode ter influenciado na forma como o eleitorado pernambucano avalia a gestão da governadora.
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