A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou, na sexta-feira, 15 de maio, a primeira fase da Operação Fronteira, realizada entre os dias 10 e 15 de maio em 11 estados brasileiros.
A ação mirou corredores logísticos usados por organizações criminosas nas regiões de fronteira e resultou na apreensão de ouro, dólares, armas, drogas e materiais ligados ao garimpo ilegal.
Segundo a PRF, a operação integrou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Apreensões milionárias
Durante os cinco dias de mobilização, a PRF registrou apreensões de alto valor em diferentes regiões do país.
Na terça-feira, 12 de maio, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, policiais apreenderam US$260 mil, valor equivalente a cerca de R$1,3 milhão, escondidos em um veículo na BR-116. O condutor foi preso em flagrante por crime financeiro.
Além disso, na quarta-feira, 13 de maio, equipes da PRF apreenderam quatro quilos de ouro em barras durante fiscalização a um ônibus que fazia a linha Manaus-Boa Vista, na BR-174, em Manaus.
O metal, avaliado em aproximadamente R$ 3 milhões, estava escondido sob as palmilhas dos calçados de um passageiro, que acabou detido.
Drogas e garimpo ilegal
A operação também teve impacto no combate ao tráfico de drogas. Na quinta-feira, 14 de maio, em Naviraí, no Mato Grosso do Sul, policiais localizaram mais de oito toneladas de maconha escondidas sob uma carga de soja em um caminhão bitrem.
Segundo a PRF, a apreensão foi a terceira maior de entorpecentes feita pela instituição em 2026. Já em Roraima, a PRF atuou com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Território Indígena Raposa Serra do Sol.
A ação desmantelou uma estrutura de garimpo ilegal, inutilizou instalações com piscinas de cianeto e apreendeu armas, mercúrio, cabos de detonação, maquinário, motores e motocicletas.
Estados mobilizados
A Operação Fronteira ocorreu no Acre, Amapá, Amazonas, Roraima, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Com isso, a PRF buscou atingir pontos usados para transporte de drogas, armas, dinheiro, ouro e mercadorias ilegais entre o Brasil e países vizinhos.




