Crusoé
02.03.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Crônica
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Diários

60% dos pardos não se consideram negros, aponta Datafolha

No Brasil, críticos apontam que o recorte simplistas entre brancos, pardos e pretos pode ocultar diferenças culturais e históricas significativas dentro dos próprios grupos

avatar
Alexandre Borges
3 minutos de leitura 25.11.2024 15:56 comentários 1
60% dos pardos não se consideram negros, aponta Datafolha
Imagem: IA por Alexandre Borges
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Uma pesquisa do Datafolha revelou que seis em cada dez pessoas que se declaram pardas no Brasil não se identificam como negros. Enquanto 40% dos pardos se enxergam como parte da população negra, 60% discordam. Entre os pretos, 96% se identificam como negros, com 4% divergindo.

O levantamento, realizado entre 5 e 7 de novembro, ouviu 2.004 brasileiros em 113 municípios, abrangendo todas as regiões do país. A margem de erro varia de 2 a 5 pontos percentuais, dependendo do grupo analisado.

Essa categorização, que une pretos e pardos como "população negra", tem raízes no movimento negro brasileiro e foi oficializada pelo Estatuto da Igualdade Racial em 2010. A definição busca refletir a proximidade socioeconômica desses grupos, mas críticos apontam que ela pode desconsiderar diferenças significativas, como ancestralidades indígenas e percepções individuais sobre pertencimento racial.

Debates sobre cultura, identidade e desigualdades raciais

A reflexão sobre as diferenças culturais dentro da população negra é aprofundada por Thomas Sowell, economista e sociólogo americano, e uma das vozes mais influentes no debate racial. Ele, que é negro criado no Harlem, defende que a cultura desempenha papel central nas desigualdades, muitas vezes mais importante do que o chamado "racismo estrutural".

Em seu livro Negros Caipiras e Esquerdistas Brancos (2005), Sowell traça a origem de elementos da chamada “cultura de gueto” nos Estados Unidos, associando-a à cultura rural de imigrantes pobres da Escócia e Irlanda que se estabeleceram no sul do país.

Ele argumenta que padrões culturais herdados, como impulsividade e aversão à educação formal, ajudaram a perpetuar dificuldades socioeconômicas entre a população negra, independentemente das barreiras raciais. Para Sowell, enfrentar desigualdades exige mudanças culturais profundas, além de políticas públicas eficazes.

No Brasil, o professor Paulo Cruz, negro e crítico de políticas afirmativas, compartilha uma visão semelhante. Em entrevista de 2022, Cruz afirmou que as cotas raciais não atacam as raízes da desigualdade. “Comemorar o sucesso das cotas é ignorar o abandono do ensino público fundamental. A realidade é que pouquíssimos alunos vislumbram chegar à universidade, cotista ou não.” Para ele, é essencial priorizar a qualidade da educação básica e investir no ensino técnico.

Jukka Savolainen, sociólogo, traz outro ângulo ao questionar a ênfase em divisões binárias de raça, como preto e branco, nos debates sobre desigualdade. Segundo ele, análises que ignoram grupos como asiáticos, indígenas e hispânicos distorcem a realidade, dificultando soluções mais abrangentes.

No Brasil, críticos apontam que o recorte simplistas entre brancos, pardos e pretos pode ocultar diferenças culturais e históricas significativas dentro dos próprios grupos.

As soluções para os desequilíbrios sociais vão além de políticas afirmativas e exigem uma análise mais ampla, que leve em conta não só uma visão ideológica e panfletária das questões de raça, mas também fatores culturais, econômicos e educacionais, muitas vezes mais significativos e relevantes para a melhoria das condições de vida das populações envolvidas.

Diários

O crepúsculo dos aiatolás

Márcio Coimbra Visualizar

Crusoé nº 409: O antilula

Redação Crusoé Visualizar

Ex-reféns israelenses e a informação filtrada no cativeiro

João Pedro Farah Visualizar

Gilmar, Toffoli e o Supremo que perdeu o pudor

Wilson Lima Visualizar

Moro: "Blindagem todo mundo sabe que se escreve com G"

Redação Crusoé Visualizar

Por que a PF não indiciou o desembargador que relatava o caso TH Joias

Redação Crusoé Visualizar

Mais Lidas

A mãe de todas as reformas

A mãe de todas as reformas

Visualizar notícia
A raiz psicológica das ideologias políticas

A raiz psicológica das ideologias políticas

Visualizar notícia
Alcolumbre vai matar no peito e anular a quebra de sigilo bancário de Lulinha?

Alcolumbre vai matar no peito e anular a quebra de sigilo bancário de Lulinha?

Visualizar notícia
Casal presidencial

Casal presidencial

Visualizar notícia
Ex-reféns israelenses e a informação filtrada no cativeiro

Ex-reféns israelenses e a informação filtrada no cativeiro

Visualizar notícia
Gilmar, Toffoli e o Supremo que perdeu o pudor

Gilmar, Toffoli e o Supremo que perdeu o pudor

Visualizar notícia
Meu Mounjaro; minha vida. Versão partido Missão

Meu Mounjaro; minha vida. Versão partido Missão

Visualizar notícia
Moro: "Blindagem todo mundo sabe que se escreve com G"

Moro: "Blindagem todo mundo sabe que se escreve com G"

Visualizar notícia
O Judiciário e as razões que a razão jurídica desconhece

O Judiciário e as razões que a razão jurídica desconhece

Visualizar notícia
O que já se sabe sobre Lulinha e os desvios do INSS

O que já se sabe sobre Lulinha e os desvios do INSS

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Datafolha

Paulo Cruz

racismo

< Notícia Anterior

O meme é a mensagem de Elon Musk

25.11.2024 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Turismo em Cuba cai para metade. E a culpa não é dos EUA

25.11.2024 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Alexandre Borges

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (1)

ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO

2024-11-26 07:54:48

O que eu acho nesta questão de cotas baseadas em cor de pele no Brasil, imitando o que foi feito nos EUA (onde realmente a cor da pele, principalmente no sul, poderia determinar todo seu futuro), ao invés de serem adotadas (com uma boa calibração) baseando-se na situação econômica dos possíveis beneficiados, torna o branco pobre num desamparado total.


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (1)

ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO

2024-11-26 07:54:48

O que eu acho nesta questão de cotas baseadas em cor de pele no Brasil, imitando o que foi feito nos EUA (onde realmente a cor da pele, principalmente no sul, poderia determinar todo seu futuro), ao invés de serem adotadas (com uma boa calibração) baseando-se na situação econômica dos possíveis beneficiados, torna o branco pobre num desamparado total.



Notícias relacionadas

O crepúsculo dos aiatolás

O crepúsculo dos aiatolás

Márcio Coimbra
01.03.2026 08:26 5 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé nº 409: O antilula

Crusoé nº 409: O antilula

Redação Crusoé
28.02.2026 07:56 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Ex-reféns israelenses e a informação filtrada no cativeiro

Ex-reféns israelenses e a informação filtrada no cativeiro

João Pedro Farah
28.02.2026 01:17 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Gilmar, Toffoli e o Supremo que perdeu o pudor

Gilmar, Toffoli e o Supremo que perdeu o pudor

Wilson Lima
27.02.2026 17:45 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso