Mesmo com a alta recente nos preços da gasolina, abastecer com etanol deixou de ser vantajoso na maior parte do Brasil. Um levantamento periódico da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aponta que o biocombustível só compensa financeiramente em dois estados: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A análise considera a chamada “paridade de preços”, que compara o valor do etanol com o da gasolina. De forma geral, o etanol só é competitivo quando custa até cerca de 70% do preço da gasolina, regra amplamente usada no país, embora não seja absoluta.
Etanol perde força mesmo com gasolina mais cara
Os dados mais recentes mostram que, apesar do aumento no preço da gasolina, o etanol também ficou mais caro em diversas regiões, reduzindo sua atratividade.
Esse movimento ocorre em um cenário de pressão nos combustíveis, influenciado por fatores como impostos, entressafra da cana-de-açúcar e oscilações no mercado. Em 2026, o etanol chegou a registrar altas consecutivas, comprometendo sua competitividade frente à gasolina.
Por que só dois estados ainda têm vantagem no etanol
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se destacam por serem grandes produtores de etanol, o que reduz custos logísticos e favorece preços mais baixos nas bombas.
Além disso, nesses estados, a relação entre os preços dos combustíveis ainda se mantém dentro de uma faixa considerada vantajosa para o consumidor. Em outras regiões, essa proporção já ultrapassa o limite ideal, tornando a gasolina a escolha mais econômica.
Regra dos 70% ainda funciona?
Apesar de ser um parâmetro popular, especialistas apontam que a regra dos 70% deve ser usada com cautela. Mudanças tecnológicas nos motores e variações regionais podem alterar o cálculo real de custo-benefício.
Ainda assim, ela segue sendo uma referência prática para o consumidor no dia a dia.
O que o motorista deve fazer
Diante desse cenário, a recomendação é simples:
- comparar os preços diretamente no posto;
- aplicar a regra da proporção entre etanol e gasolina;
- considerar o desempenho do veículo.
Na prática, para a maioria dos brasileiros em 2026, a gasolina continua sendo a opção mais econômica, com exceção de quem abastece em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o etanol ainda compensa.





