O Governo Federal deu início, nesta quarta-feira (1º), ao processo de retirada gradual dos subsídios aplicados aos combustíveis, medida que vinha sendo adotada para conter a alta dos preços durante a recente crise geopolítica no Oriente Médio.
De acordo com informações oficiais do Planalto, a primeira etapa do desmonte do pacote de auxílios contempla o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro sobre o diesel A.
O motivo da medida
Segundo especialistas, a medida foi viabilizada pela queda no preço internacional do petróleo, que recuou para a faixa de US$ 70 (cerca de R$ 360) o barril. A estabilização das cotações ocorre após o anúncio de um acordo parcial de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, que permitiu a normalização do fluxo de navios no Estreito de Ormuz.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida reflete o retorno da normalidade ao mercado. “A queda do petróleo para níveis pré-conflito elimina a justificativa para a manutenção de subsídios emergenciais”, declarou.
Impacto no mercado
Em movimento coordenado com a política do governo, a Petrobras já havia anunciado anteriormente uma redução proporcional no preço de venda do diesel às distribuidoras. Em 1º de junho, a estatal reduziu o valor do litro para R$ 3,30, uma queda de 9,6% em relação a média do preço nacional na época.
A expectativa do setor econômico é que a retirada do subsídio governamental agora em julho não gere impactos inflacionários imediatos já que a redução comercial praticada pela Petrobras no mês anterior serviu para neutralizar a reoneração tributária e a própria queda do custo internacional do insumo.
A estratégia tem o objetivo de alinhar o preço interno à realidade do mercado externo sem choques para o consumidor final e nem para o setor de transportes.
Próximos passos
Embora o foco inicial seja o diesel A, o governo monitora o cenário para a retirada de outros subsídios remanescentes, incluindo aqueles aplicados à gasolina e ao gás GLP.
A equipe econômica mantém a postura de que a continuidade dos auxílios dependerá estritamente da volatilidade do mercado internacional, sinalizando que novas etapas de redução dos benefícios serão implementadas apenas conforme a paz se consolida no Oriente Médio e os preços do petróleo internacional se estabilizam.




