O presidente Donald Trump intensificou, nesta semana, sua ofensiva contra as empresas de combustíveis, ordenando que os postos de gasolina dos Estados Unidos reduzam imediatamente os preços para a meta de US$ 2,50 por galão.
A exigência, feita através da rede social Truth Social, veio acompanhada de um ultimato: quem não cumprir com a demanda enfrentará “grandes problemas” e investigações federais por manipulação de preços.
A medida ocorre em um cenário de queda acentuada do petróleo bruto, que negocia a US$ 68 o barril, enquanto a média nacional da gasolina permanece alta em US$ 3,85 por galão.
Ameaça de investigação
Em uma série de publicações na Truth Social, Donald Trump classificou a manutenção dos preços atuais como “totalmente ilegal”, acusando os varejistas de se recusarem a repassar a queda dos custos. “Os revendedores de gasolina precisam baixar seus preços IMEDIATAMENTE!”, escreveu o mandatário.
Para dar peso à sua retórica, a Casa Branca confirmou que o Departamento de Justiça (DOJ) já iniciou uma investigação formal contra grandes companhias petrolíferas.
O foco da apuração é determinar se há conluio ou exploração abusiva de preços para proteger margens de lucro em detrimento do consumidor. O governo argumenta que, enquanto o barril de petróleo caiu 20% recentemente, o preço na bomba recuou apenas 14%, uma discrepância que ele classifica como suspeita.
Medidas regulatórias
Além da pressão legal, a administração Trump ativou mecanismos regulatórios para forçar a baixa dos preços via aumento de oferta. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) emitiu uma isenção de emergência permitindo a venda de E15 (gasolina com 15% de etanol) durante todo o verão de 2026.
Normalmente restrito em meses quentes devido a regulamentações sobre emissões de ozônio, o combustível E15 é tipicamente mais barato, oferecendo um desconto de 10 a 25 centavos por galão. A medida visa injetar liquidez no mercado e oferecer uma alternativa econômica em cerca de 5.000 postos em todo o país.
Reação do mercado
Em resposta a Trump , analistas afirmam que o mercado petrolífero continua com cautela. Enquanto o American Petroleum Institute defende que os preços refletem estoques comprados em valores mais altos durante a recente crise no Oriente Médio, a confiança do consumidor permanece em níveis historicamente baixos.
Analistas políticos apontam que, com as eleições de meio de mandato se aproximando, o preço dos combustíveis tornou-se a principal vulnerabilidade da administração Trump, com 77% dos eleitores culpando o presidente pela inflação nos postos.




