Gianni Infantino, o presidente da FIFA, rebateu nesta semana as críticas que vem recebendo desde a Copa do Mundo de 2026. Em uma carta aberta de 15 páginas divulgada nas redes sociais e no site oficial da entidade, o dirigente acusou jornalistas e detratores de serem consumidos pelo “ódio” e de espalharem “narrativas falsas”, enquanto defendeu o torneio como um sucesso absoluto de “união, segurança e inclusão”.
A resposta de Infantino ocorre a pouco mais de uma semana após a final vencida pela Espanha contra a Argentina. A edição do torneio deste ano foi marcada por polêmicas como severas restrições de vistos de algumas seleções e a interferência política do presidente dos EUA, Donald Trump.
“Enquanto vocês dividem, nós unimos”
Adotando um tom combativo, o presidente da FIFA contrastou o trabalho da entidade com a postura da mídia. “Aos que, por trás de suas canetas e papéis, ou atrás de suas telas, espalham ódio e rumores falsos, quero dizer que, enquanto vocês permanecem aí, nós, na FIFA, estamos na linha de frente”, escreveu Infantino.
O dirigente enfatizou que o evento atingiu a marca histórica de quase 7 milhões de espectadores e garantiu “100% de segurança”, afirmando categoricamente: “Não registramos violência, não houve incidentes, apenas alegria e felicidade”.
Segundo ele, os críticos “perderam tudo” ao focarem apenas nos problemas, ignorando a celebração global que uniu famílias e torcedores de mais de 200 países.
Resposta às polêmicas
A carta aborda, direta ou indiretamente, os dois maiores pontos de atrito do Mundial sediado por Estados Unidos, Canadá e México:
1. O Caso Folarin Balogun
Infantino defendeu a decisão controversa de suspender o cartão vermelho do atacante americano Folarin Balogun, medida tomada após uma ligação telefônica do presidente Donald Trump. Embora não tenha citado Trump pelo nome, o presidente da FIFA argumentou que decisões disciplinares “estranhas” ou “arguíveis” são rotina nas maiores ligas mundiais.
“É curioso que justamente os países que adotam essas práticas sejam os que mais as criticam”, disparou, rebatendo as acusações de quebra de protocolo e interferência política.
2. Restrições de vistos
Sobre as dificuldades de entrada enfrentadas por torcedores e delegações, incluindo a Seleção Iraniana, que teve de se basear no México, e o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan barrado na fronteira, Infantino minimizou o impacto.
“O Irã entrou nos Estados Unidos sem qualquer incidente ou conflito… porque o futebol é sobre paz, não sobre política”, afirmou. Ele criticou o foco da mídia nas “poucas pessoas” que tiveram vistos negados, ignorando os “milhões que foram aprovados”.







