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Justiça bate martelo e revela decisão sobre processo contra Virginia e Blaze

Por Júlio Nesi
28/07/2026
Em Geral
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A influenciadora Virginia Fonseca durante a CPI das Bets, em 2025.

Foto: Agência Senado / Flickr

A influenciadora Virginia Fonseca durante a CPI das Bets, em 2025. Foto: Agência Senado / Flickr

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou o fim do sigilo no processo que investiga a influenciadora Virginia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze. A decisão, assinada pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel, atende a um pedido do Ministério Público do DF (MPDFT).

Além da transparência processual, a corte manteve restrições severas à publicidade: está proibida a mistura de anúncios com conteúdo pessoal sem identificação clara e a promessa de lucros garantidos.

O descumprimento das ordens judiciais acarreta multa diária de R$ 100 mil, limitada a R$ 2 milhões. O MPDFT solicita uma indenização de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, alegando que a influenciadora recebia comissão sobre as perdas dos apostadores.

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Prevenção de práticas abusivas

O desembargador fundamentou a quebra de sigilo na necessidade de ampliar a capacidade preventiva da ação civil pública. Segundo Scussel, a divulgação das condutas questionadas “favorece a identificação de práticas semelhantes” e facilita a comunicação de eventuais descumprimentos às autoridades.

A decisão judicial impõe que toda publicidade de apostas veiculada por Virginia Fonseca, seja em stories, reels ou postagens, seja identificada de maneira “clara, ostensiva e inequívoca” como comunicação comercial.

A medida tem o objetivo de proteger a autonomia decisória dos consumidores, que antes não conseguiam diferenciar entre manifestação pessoal e propaganda paga.

Acusações de comissão sobre perdas

O Ministério Público aponta Virginia Fonseca como o “braço operacional” de um esquema de captação de apostadores. A investigação revela que a influenciadora teria recebido cerca de 30% das perdas dos usuários que seguiam suas recomendações, especialmente durante a Copa do Mundo de 2026.

O valor da indenização de R$ 120 milhões foi calculado com base em 20% da receita bruta da Blaze. O promotor Paulo Binicheski destaca que a ação não busca apenas reparar danos, mas impedir a repetição de práticas que exploram a vulnerabilidade dos apostadores, citando mais de 42 mil reclamações contra a plataforma.

Multas

A justiça estabeleceu um prazo de 48 horas para a remoção de conteúdos irregulares das redes sociais que não cumpram as novas determinações de transparência. A ordem inclui a retirada de mensagens que sugiram apostas como fonte de renda ou investimento seguro.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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