Ex-atletas que marcaram época em campo, entre eles campeões da Copa de 1998, divulgaram na última segunda-feira (24) um manifesto contra a atual gestão da Fifa, presidida por Gianni Infantino desde 2016.
Os nomes se uniram para cobrar mudanças no comando do futebol mundial.
O texto, assinado por Petit, Silvestre, Lizarazu, Pirès e outros ex-atletas, acusa a liderança da Fifa de não conseguir mais separar o interesse próprio do esporte.
Segundo os signatários, o longo exercício do cargo teria distorcido essa percepção entre os dirigentes.
Ex-atletas assinam manifesto contra gestão da Fifa
Além dos franceses que lideram a articulação, aparecem entre os signatários Didier Drogba, Emmanuel Adebayor, Juan Sebastián Verón, Claudio Pizarro, Lucy Bronze, Briana Scurry e David James.
Boa parte integra o grupo conhecido como lendas da Fifa, formado por veteranos que participam de jogos de exibição e projetos sociais ligados à entidade.
O manifesto foi divulgado após críticas recentes de Kevin Lamour, ex-número três da Fifa, que ampliaram o desgaste político de Infantino.
Um plano comercial abandonado pelo dirigente suíço esteve no centro da crise. A ideia previa vender 20% de uma estrutura ligada aos direitos comerciais da Fifa a investidores privados.
Uefa, AFC e Concacaf reagiram contra a proposta e cobraram uma investigação independente sobre a conduta do dirigente, afirmando estar a um passo de exigir abertamente uma nova liderança.
A Fifa ofereceu um pacote de recursos às federações nacionais como incentivo à aprovação do plano e ameaçou reduzir ou retirar os valores caso o projeto fosse rejeitado, segundo as três confederações.
O pedido por mais participação
Os ex-jogadores não se limitam à crítica: reivindicam espaço institucional para que atletas e torcedores influenciem diretamente as decisões do futebol.
Na visão do grupo, decisões importantes têm sido tomadas sem consultar quem vive o esporte na prática, dentro e fora de campo.
O manifesto termina convocando todas as partes interessadas a ajudar a reconstruir o futuro do esporte e pedindo que jogadores e torcedores tenham voz real e direta na administração do futebol.
A Fifa, por sua vez, ainda não respondeu publicamente às cobranças feitas pelo grupo de ex-atletas.
Mesmo sob pressão de nomes históricos do esporte e da oposição de confederações regionais, o dirigente suíço não deu sinais de recuo e mantém a intenção de buscar a reeleição.






