A Uber iniciou nesta semana a aplicação de uma “taxa de despacho” em duas cidades europeias, cobrando motoristas por solicitações de corrida recebidas, mesmo quando o condutor opta por recusar a viagem.
A medida está em vigor nas cidades de Malmö, na Suécia, e Basileia, na Suíça, com vigência prevista até 6 de setembro de 2026. De acordo com a empresa, a iniciativa visa reduzir o tempo de espera dos passageiros ao incentivar que apenas motoristas realmente disponíveis aceitem as chamadas.
Com essa mudança, a simples conexão ao aplicativo gera um custo operacional para o motorista: cada oferta de viagem enviada ao condutor é tarifada, servindo para desencorajar motoristas “indisponíveis” de receberem chamadas.
Em Malmö, a taxa é de 2 coroas suecas (aproximadamente R$ 1,03) por chamada. Já em Basileia, o valor corresponde a 0,30 franco suíço (cerca de R$ 1,88). A cobrança ocorre automaticamente no momento em que a notificação é enviada, independentemente da ação do motorista.
Dois testes diferentes
Apesar da Suécia e Suíça estarem recebendo o mesmo teste da Uber, a empresa está aplicando uma estrutura financeira diferente em casa um dos países.
Em Malmö, por exemplo, a Uber não retém os valores arrecadados. O montante total cobrado durante a semana é somado e redistribuído integralmente aos motoristas, proporcionalmente ao número de corridas que cada um completou. O objetivo disso é recompensar motoristas mais ativos.
Já em Basileia, não há devolução direta da taxa. Como contrapartida, a plataforma reduziu sua comissão sobre as corridas realizadas em 2 pontos percentuais. A taxa de serviço caiu de 25% para 23% nas categorias UberX e UberXL, e de 28% para 26% no Uber Black e Comfort.
Segundo representantes da empresa, a diferença da estrutura financeira é adquirir dados para que os economistas analisem qual estrutura seria mais viável com a nova medida.
Regras e isenções
Para mitigar impactos negativos, a empresa estabeleceu critérios de aplicação como o fato de que a taxa só incide sobre motoristas que estão com o aplicativo no modo “online”. Ou seja, não há cobrança durante a realização de uma viagem ou para ofertas recebidas através do recurso Trip Radar.
A própria Uber orientou os parceiros a permanecerem “offline” quando não tiverem intenção imediata de aceitar passageiros. O teste serve como laboratório para avaliar a eficiência do sistema de distribuição de corridas antes de qualquer consideração de expansão global.








