O novo sistema de controle de fronteiras da União Europeia, batizado de EES, tem provocado filas de até cinco horas em alguns aeroportos europeus, atingindo principalmente viajantes que não têm cidadania de países da União Europeia.
O Sistema de Entrada e Saída (EES, na sigla em inglês) substitui o tradicional carimbo no passaporte por um registro digital com dados biométricos, como impressão digital e foto do rosto. Implementado de forma gradual desde outubro de 2025, o sistema se tornou totalmente obrigatório em todos os países do Espaço Schengen a partir de 10 de abril deste ano.
Onde as filas mais incomodam
Relatos de aeroportos na Espanha, na França e em Portugal apontam os maiores tempos de espera no controle de fronteira, especialmente durante os horários de maior movimento.
Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), quando o sistema funciona sem problemas, o processo leva cerca de 90 segundos por pessoa, mas falhas técnicas, infraestrutura limitada e falta de pessoal em alguns países fazem a espera ultrapassar três horas e, em casos extremos, chegar a seis.
O funcionamento pleno do EES coincide com o início da temporada de verão europeu, que vai de junho a setembro e concentra o maior volume de turistas do ano. Com mais pessoas passando pela fronteira ao mesmo tempo, qualquer lentidão no sistema se acumula rapidamente, gerando filas maiores do que as observadas nos primeiros meses de operação, entre outubro e abril.
O que muda para o passageiro brasileiro
O brasileiro que viaja ao Espaço Schengen, formado por 29 países europeus, incluindo Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, precisa passar pelo EES na chegada ao primeiro aeroporto da área, mesmo que o destino final seja outro país europeu com voo de conexão. O mesmo vale na saída: o registro é feito no último aeroporto do Espaço Schengen antes de deixar a região.
Recomendações para não perder o voo
Diante da lentidão, a orientação é reservar bastante tempo extra além das recomendações tradicionais de check-in, que costumam ser de duas a três horas antes do voo. Verificar previamente se o aeroporto de destino oferece quiosques de autoatendimento para o registro biométrico também pode reduzir o tempo de espera nas filas manuais de imigração.







