Uma semana após ser surpreendida com o fim de um ciclo de duas décadas na TV Globo, a jornalista Joanna de Assis rompeu o silêncio nesta semana e fez um desabafo. Aos 45 anos, a comunicadora, que foi dispensada na última quarta-feira (12) ao chegar para trabalhar, classificou a demissão como “um choque”.
Além disso, a jornalista também aproveitou o momento para lançar uma dura crítica ao mercado de trabalho televisivo: “Nenhuma mulher do esporte consegue envelhecer na TV”.
Choque da demissão
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Joanna relatou que foi pega completamente de surpresa pela direção do SporTV. “Foi um choque, me pegou de surpresa, mas as empresas tomam decisões e eu super respeito”, afirmou a jornalista, que estava à frente do programa Tá On.
Apesar do impacto emocional, ela garantiu que deixa a emissora com o “sentimento de profundo agradecimento” por ter coberto Olimpíadas, Copas do Mundo e recebido prêmios relevantes de jornalismo.
Mas mesmo agradecendo, a comunicadora apontou a dificuldade crônica de mulheres maduras permanecerem em frente às câmeras no jornalismo esportivo, destacando que, enquanto homens ganham “status de autoridade” com a idade, mulheres enfrentam uma espécie de “data de validade” profissional.
Mesmo fazendo essa crítica ao mercado televisivo, a jornalista fez questão de esclarecer que não acredita que seu caso específico tenha sido motivado por etarismo, atribuindo o desligamento a uma reestruturação interna da emissora.
A Globo confirmou que a saída de Joanna faz parte de uma reformulação na programação esportiva, visando abrir espaço para novos formatos e nomes. Antes da saída de Joanna, a emissora já vinha promovendo mudanças na diretoria e no conteúdo digital do departamento de esportes.
Legado e futuro
Joanna de Assis deixa a Globo com um currículo robusto, iniciado em 2006, que inclui passagens como correspondente nos Estados Unidos e reportagens investigativas de impacto, como a série sobre abusos na ginástica.
Sobre seu futuro, ela enfatizou que seguirá “com a mesma verve” de quando começou, mantendo o telefone na mão em busca de novas histórias, agora fora do maior conglomerado de mídia do país.
“Sou conhecida por ser apuradora e inquieta, e eu prometo: não vou mudar”, declarou.








