Walter Casagrande criticou duramente o novo contrato de Memphis Depay com o Corinthians.
Em comentário feito no Canal UOL, o ídolo do timão disse que, na visão dele, o acordo deixa o clube ainda mais vulnerável do que o anterior.
A renovação até 2028 foi anunciada após negociações marcadas por disputas internas e pressão externa.
A cláusula que preocupa Casagrande em Memphis Depay
Segundo Casagrande, o acordo coloca o Corinthians em risco de crise interna e abre espaço para ações trabalhistas e até paralisações das atividades.
O risco aumenta porque o clube tem obrigação de manter os pagamentos em dia com todos os funcionários e atletas.
Atrasos salariais têm ocorrido nos últimos meses, o que, na avaliação de Casagrande, aumenta a possibilidade de o ambiente ruir.
Um dos pontos mais criticados por ele é uma cláusula contratual severa: se o Corinthians atrasar um mês de pagamento, a multa salta de 42 milhões para 77 milhões.
Casagrande chamou essa penalidade de “pênalti sem goleiro“, porque ela expõe a vulnerabilidade do clube perante o jogador.
Na avaliação do comentarista, essa condição agrava a dependência já existente desde o primeiro contrato.
Embora Memphis tenha aceitado a renovação, a estrutura geral, segundo Casagrande, mantém o Corinthians mais refém das cláusulas contratuais e de suas penalidades do que no acordo anterior.
Risco de divisão interna no elenco
Casagrande alertou que pagar Memphis em dia enquanto outros profissionais continuam com salários atrasados pode gerar consequências graves.
Atrasos no pagamento de salários e direitos de imagem têm ocorrido nos últimos meses, o que cria um precedente preocupante.
Se o Corinthians mantiver em dia apenas os pagamentos de Memphis enquanto atrasa os salários de outros profissionais, a estrutura tende a ruir, segundo Casagrande.
Na avaliação de Casagrande, esse tratamento desigual abriria espaço para ações trabalhistas e paralisações das atividades, colocando em risco a unidade do elenco.
Casagrande também contestou a narrativa de que Memphis teria se identificado com o Corinthians a ponto de abrir mão de cláusulas favoráveis.
Segundo ele, se houvesse essa preocupação genuína com o clube e os colegas, o jogador poderia usar seu peso para cobrar que o Corinthians pagasse todos os salários em dia, não apenas os de Memphis.
Casagrande prevê que, se nada mudar, o Corinthians atrasará pagamentos até dezembro.








