Com salário bruto médio de R$ 15.687,47, a Polícia Militar de Goiás lidera o ranking nacional de remuneração entre as PMs estaduais, segundo o estudo Raio-X das Forças de Segurança, divulgado nesta terça-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Na outra ponta, o Piauí paga a menor média do país aos seus policiais militares: R$ 6.648,84, menos da metade do valor goiano.
A média nacional bruta da categoria é de R$ 10.329,61. Depois de Goiás, os estados que mais pagam são o Distrito Federal, com R$ 14.427,87, e Tocantins, com R$ 14.108,50. Na lista dos que menos pagam, atrás do Piauí aparecem Paraíba, com R$ 7.832,83, e Maranhão, com R$ 8.410,46. O Rio de Janeiro não enviou dados ao levantamento e ficou de fora do ranking nacional.
Diferença entre patentes chega a quatro vezes
Dentro de cada corporação, a distância salarial também é grande: um coronel da PM recebe, em média, cerca de quatro vezes mais que um soldado no Brasil.
Em Goiás, especificamente, um coronel tem remuneração bruta média de R$ 36.729,50, contra R$ 10.073,71 de um soldado, valor que também é o maior do país entre as praças da corporação.
Polícia Civil tem outro líder
Entre os policiais civis, o cenário muda: os salários brutos médios são mais altos no geral, com média nacional de R$ 15.512,52, mas o Amazonas assume a liderança do ranking, enquanto Minas Gerais registra a menor remuneração entre as corporações estaduais, mesmo com um efetivo maior de investigadores, escrivães e delegados considerados na conta.
O levantamento usa como base informações enviadas pelas secretarias de Segurança Pública de cada unidade da federação, e considera os salários brutos de todas as patentes, de soldados a coronéis.
Parte dos governos, porém, não repassou todos os dados solicitados pelos pesquisadores, como os valores líquidos, o que limita comparações mais precisas sobre o quanto os policiais efetivamente recebem depois dos descontos em folha.







