Um tribunal da cidade francesa de Nice condenou nesta quarta-feira (5) os streamers Owen Cenazandotti, conhecido como Naruto, e Safine Hamadi por violência e incitação ao ódio contra o criador de conteúdo Raphaël Graven, conhecido como Jean Pormanove, que morreu durante uma transmissão ao vivo em agosto de 2025, aos 46 anos. Ex-militar, Graven somava mais de 1 milhão de seguidores entre as plataformas em que transmitia.
As penas foram de dois anos de prisão para Cenazandotti e um ano e meio para Hamadi, ambas suspensas, o que significa que os dois seguem em liberdade, desde que cumpram as condições impostas pela Justiça, entre elas multas de 15 mil e 5 mil euros, respectivamente, e a proibição de acessar plataformas digitais por seis meses.
Causa da morte
O tribunal não responsabilizou os dois pela morte de Graven. Segundo a perícia, o exame de corpo não encontrou lesões traumáticas que explicassem o óbito, e as causas prováveis estariam ligadas a problemas de saúde, não à violência sofrida durante as transmissões.
Transmissões saíram da Twitch e foram para a Kick
As lives eram feitas inicialmente na Twitch e depois migraram para a Kick, plataforma que passou a ser alvo de uma investigação separada por parte das autoridades francesas, sob acusação de negligência na moderação do conteúdo transmitido, com mandado de prisão emitido contra alguns de seus executivos.
Depois da morte de Pormanove, outros integrantes do grupo voltaram a transmitir na Twitch, o que levou a uma nova apuração sobre supostos episódios de violência nessas lives mais recentes, além de investigações separadas por sonegação fiscal.
O caso reacendeu o debate sobre os limites da fiscalização de plataformas de streaming e o tipo de conteúdo permitido em transmissões ao vivo. Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, o CVV (188) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas por dia.








