Conselheiros do América divergem sobre a proposta de venda de sua Sociedade Anônima Futebolística (SAF) a um fundo externo.
A oferta prevê investimento de R$ 800 milhões em até 10 anos, com aporte inicial de R$ 20 milhões, além da assunção das dívidas do clube, que somam R$ 183 milhões em termos brutos e R$ 143,5 milhões em valores líquidos.
Um integrante do Conselho de Administração apontou fragilidade na proposta.
Segundo ele, os R$ 800 milhões não seriam repassados integralmente: se o América gerar, por exemplo, receita de R$ 200 milhões na Série A, esse valor seria abatido da promessa de investimento.
Conselheiros apontam fragilidade em proposta e cogitam negar proposta de R$ 800 milhões por SAF
A identidade dos compradores permanece oculta, o que amplia as dúvidas entre os conselheiros.
Um integrante do Conselho ressaltou a falta de documentos solicitados, como procurações, e apontou a necessidade de garantias antes de autorizar qualquer assinatura.
Também recomendou não assinar até que essas lacunas fossem sanadas.
O parecer técnico-jurídico acessado pela Itatiaia reforça essas preocupações.
O Fundo Árabe, identificado como Global Seven Eleven Energy Oil FZ-LLC e ligado à exploração de petróleo, se comprometeria a quitar os passivos do clube até o limite de R$ 197 milhões.
Se as dívidas forem inferiores a esse teto, os investidores não serão obrigados a aportar a diferença.
Se ultrapassarem o limite, o América arcaria sozinho com o excedente.
O parecer também destaca que a promessa de pagamento não tem cronograma claro e que a eficácia do compromisso perante os credores é considerada “juridicamente duvidosa”.
Negociação em andamento, sem decisão final
Outro membro do Conselho afirmou ao site No Ataque que a negociação está em andamento e não há decisão de veto até o momento.
Para esse conselheiro, o processo segue em negociação, com as idas e vindas próprias dessa etapa, e a conclusão depende de consenso sobre a viabilidade.
Um terceiro conselheiro disse ser favorável à venda da SAF.
Também afirmou ter sido uma das pessoas que apresentou a negociação ao América, mas se recusou a divulgar nomes ou mais detalhes.
A proposta também prevê a exploração do estádio Independência pelos investidores por 50 anos, mas a administração do América considera esse ponto fora de cogitação.
A divergência entre os conselheiros mantém indefinida a decisão sobre a proposta.








