O Instagram chegou às televisões Samsung dos Estados Unidos nesta segunda-feira (22). Parece estranho, mas o app passou a funcionar em Smart TVs da marca fabricadas a partir de 2020 e já estava disponível desde o fim do ano passado para Amazon Fire TV e, em fevereiro, para Google TV.
A Meta quer transformar o Instagram num destino de vídeo para a sala de estar e disputar espaço com o YouTube.
O aplicativo para TV tem cara diferente do Instagram do celular, a interface foi redesenhada para o consumo em tela grande, com foco em Reels e vídeos. A Meta afirma que a experiência em TV é mais coletiva, com grupos assistindo juntos, e que quer criar recursos para facilitar a descoberta de conteúdo em grupo e retomar no celular o que foi interrompido na tela grande.

Os novos formatos que vêm por aí
A plataforma testa uma área dedicada a vídeos horizontais, formato nativo da televisão e do YouTube, diferente dos Reels verticais que dominam o app no celular. A ideia é atrair criadores que produzem conteúdo pensado para telas maiores e abrir espaço para vídeos mais longos.
A Meta também estuda séries episódicas, com conteúdo distribuído em capítulos ao longo de semanas, e transmissões ao vivo direto na TV. Os dois formatos já são comuns no YouTube e representam uma aproximação clara com o modelo da plataforma do Google.
Por que o YouTube é o alvo
O YouTube é a plataforma de vídeo mais assistida em TVs nos Estados Unidos, com mais de 1 bilhão de horas de conteúdo vistas por dia no mundo. Em 2025, o YouTube superou os serviços de streaming pagos em tempo de exibição nas TVs americanas. Isso é uma oportunidade para o Instagram ocupar uma fatia do consumo que hoje vai para o rival do Google, segundo a Meta.
O lançamento está restrito aos EUA, a chegada ao Brasil e a outros mercados não tem data confirmada.




