Uma greve dos motoristas de caminhões-tanque foi decretada no Espírito Santo e deve iniciar na próxima segunda-feira (13), colocando em risco o abastecimento de postos de combustível em todo o estado.
A paralisação, confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES), interromperá o transporte de gasolina, diesel e etanol caso não haja um acordo de última hora entre a categoria e o setor patronal.
Impasse nas negociações
A decisão foi tomada após cinco rodadas de negociações sem sucesso entre o sindicato e as empresas de transporte. Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho, mas até o momento, nenhuma nova proposta havia sido apresentada pelo setor patronal que atendesse às demandas da categoria.
O presidente do Sindirodoviários-ES, Marquinhos Jiló, alertou que a falta de reposição nos postos será sentida rapidamente. “A interrupção das entregas fará com que os estoques comecem a baixar. O impacto não deve ser imediato, mas a falta de produtos pode começar a ser sentida nos dias seguintes”, declarou Jiló.
Orientação à população
Diante do cenário, o sindicato orientou os motoristas e a população a anteciparem o abastecimento de seus veículos ainda neste fim de semana, evitando esperar que o tanque chegue à reserva. A medida visa prevenir transtornos maiores caso a greve se mantenha e os postos fiquem sem combustível ao longo da semana.
Apesar do decreto, a paralisação não é considerada irreversível. O sindicato reiterou que permanece à disposição para retomar as negociações a qualquer momento e que a greve poderá ser suspensa se uma nova proposta for apresentada e aceita antes do início da mobilização na segunda-feira.
Cenário de tensão
Embora a greve decretada seja específica do Espírito Santo, o cenário nacional permanece tenso. A alta dos preços dos combustíveis, impulsionada por conflitos no Oriente Médio, tem gerado mobilizações e “estados de greve” em outros estados, como Rio Grande do Sul e Paraná, onde produtores rurais já relatam dificuldades pontuais de abastecimento.
O Governo Federal prorrogou até o dia 31 de julho as medidas de subsídio ao diesel e isenção de impostos na tentativa de conter a alta dos preços e evitar uma paralisação de maior escala no setor de transportes.







