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Banco Central está sendo processado por professora que alega ser a idealizadora do Pix

Por Júlio Nesi
30/06/2026
Em Geral
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Foto: Marcello Casal jr / Agência Brasil

Foto: Marcello Casal jr / Agência Brasil

O Banco Central do Brasil (BC) foi processado pela professora e empresária Anette Vernaschi Toppan, que alega ser a idealizadora original do sistema Pix. A ação, que tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), pede uma indenização mínima de R$ 1 milhão e o reconhecimento de direitos autorais sobre o sistema de pagamentos.

O processo, distribuído em setembro de 2025 e tornado público em maio de 2026 pelo juiz federal Arthur Pinheiro Chaves, sustenta que a autora registrou o projeto “Tá Pago” na Biblioteca Nacional em 2014.

Segundo a petição, a metodologia permitia transferências eletrônicas instantâneas utilizando créditos de telefonia móvel, uma solução adotada porque a empresa da autora não possuía licença de instituição financeira na época.

Acusação de plágio

Anette afirma que, entre 2015 e 2016, período em que o Banco Central iniciava os estudos para um sistema nacional de pagamentos, um de seus sócios contatou a autarquia para buscar autorização para operar o “Tá Pago”.

A autora classifica o Pix, lançado oficialmente em novembro de 2020, como uma “versão 2.0” de seu projeto, alegando que o BC teve acesso à sua documentação e utilizou a ideia sem permissão.

Além da indenização por danos morais e materiais, a ação solicita o pagamento de royalties pela exploração da propriedade intelectual. O advogado da autora, José Luís Mazuquelli, classificou o caso como uma “questão política”, especialmente em meio às recentes investigações do governo dos Estados Unidos sobre o impacto do Pix nas operadoras de cartão americanas.

Defesa do Banco Central

Em resposta às acusações da professora, o BC nega veementemente qualquer violação de direitos autorais. Em sua contestação, a autarquia argumenta que sistemas de pagamento móveis similares já existiam globalmente antes do registro do “Tá Pago” e antes do desenvolvimento interno do Pix, iniciado em 2019.

Além disso, a defesa do banco sustenta que ideias e métodos não são passíveis de proteção autoral da mesma forma que obras artísticas ou literárias específicas.

TÁ PAGO se pronuncia

“A TÁ PAGO – empresa independente, com tecnologia própria, produto consolidado e trajetória construída com seriedade, inovação e compromisso com seus usuários, clientes e parceiros – foi, recentemente, surpreendida com a ampla divulgação de ação judicial na qual seu nome vem sendo mencionado, apesar de não integrar a demanda, nem formular qualquer alegação ou reivindicação relacionada ao desenvolvimento do PIX perante o Banco Central do Brasil.

A empresa esclarece que detém a integralidade do controle dos direitos sobre sua marca e seus produtos, que seguem suas operações normais, sem relação com a reivindicação de terceiro noticiada. Também declara, de maneira clara e categórica, que não existe qualquer relação entre o sistema TÁ PAGO e o desenvolvimento do PIX pelo Banco Central do Brasil.

Esclarece ainda que o nome e a marca TÁ PAGO vêm sendo utilizados por terceiro de forma indevida, sem qualquer autorização da companhia. Associar a TÁ PAGO às alegações discutidas na referida demanda não reflete a realidade processual e pode induzir o público a erro.

A circulação de informações imprecisas em veículos de comunicação e redes sociais gera confusão ao público e pode causar prejuízos à reputação de uma empresa que construiu sua credibilidade com seriedade e trabalho.

Nossa equipe jurídica permanece à disposição dos veículos de comunicação para prestar os esclarecimentos que se façam necessários.

A TÁ PAGO segue firme em sua missão: simplificar os meios de pagamentos, gerando valor real para seus usuários, clientes e parceiros.

Nossa reputação é um ativo inegociável“

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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