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Cinco empresas brasileiras estão proibidas de vender suplementos alimentares

Por Júlio Nesi
03/07/2026
Em Geral
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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta semana, a proibição imediata da comercialização, distribuição e uso de produtos de cinco empresas brasileiras. A medida, publicada na Resolução-RE nº 2.600, abrange medicamentos com desvio de qualidade, oxigênio medicinal produzido sem licença e uma gama de suplementos alimentares vendidos sem registro sanitário.

A ação fiscalizatória foi motivada pela identificação de riscos diretos à saúde pública, incluindo a presença de partículas estranhas em medicamentos injetáveis essenciais e a venda de substâncias de origem desconhecida.

Apreensão de suplementos

Um dos pontos de destaque da resolução é que ela atingiu três empresas que eram supostas comercializadoras de suplementos que operavam à margem da lei, vendendo produtos sem registro e, em alguns casos, de fabricantes não identificados.

A Primenutri Comércio Virtual Ltda. teve seis produtos apreendidos, incluindo Lipodrene, Ostarine, Cardarine e SLU-PP-332. A investigação revelou que os itens eram fabricados por empresas desconhecidas e não possuíam registro sanitário, configurando risco elevado aos consumidores.

Já a Supra Ervas Bebidas e Alimentos Ltda. e a Segredos da Terra Cristais Ltda. tiveram dezenas de produtos vetados. A Supra Ervas teve 36 extratos concentrados das linhas Bios 7 e SupraErvas, além do Aloe Vera Max, proibidos por falta de registro e autorização de funcionamento.

Já de forma similar, a Segredos da Terra teve 36 itens da linha Greenora apreendidos por serem comercializados como medicamentos sem a devida aprovação da Anvisa.

Medicamentos com defeito

Uma outra medida foi o recolhimento de lotes do medicamento Cloridrato de Dobutamina, fabricado pela Hypofarma. A Anvisa identificou precipitados, cristalização e alteração de cor nos lotes 25071640, 25071641, 24071684 e 24092132.

O produto, utilizado no tratamento de insuficiência cardíaca, apresentou esses defeitos tanto em ampolas intactas quanto após diluição. Em nota, a Hypofarma afirmou estar adotando “todas as providências cabíveis” e reafirmou seu compromisso com a segurança dos pacientes.

Além disso, a IBG Cryo Indústria de Gases Ltda. foi obrigada a recolher todos os lotes de oxigênio medicinal envasados até o dia 11 de junho de 2026. A agência constatou que a empresa realizava o envase do gás essencial sem o devido licenciamento sanitário e antes da validação das metodologias analíticas que garantem a pureza do produto.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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