Lula confunde "saúde" com "educação"
Presidente tem sido chamado de "Biden brasileiro" pelo senador Flávio Bolsonaro
O presidente Lula (foto) confundiu "saúde" com "educação" no final de um discurso nesta segunda, 20.
O petista sancionou o projeto de lei que institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
Segundo a imprensa oficial, "a medida consolida como uma política permanente instrumentos voltados ao fortalecimento da capacidade nacional de desenvolvimento, produção e inovação em tecnologias estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS)".
"Eu vivo o meu melhor momento de prazer falando da saúde deste país", afirmou o presidente. "Eu sei que ainda falta muita coisa a fazer. Eu sei que nós devemos muito às mulheres, aos homens e às crianças deste país."
Em seguida, Lula fez um agradecimento ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mas acabou trocando a palavra "saúde" por "educação".
"Eu posso te dizer, Padilha, que sem fazer comparação, vendo você falar e vendo os três ministros mequetres que o governo passado teve, eu vou dizer para você: este país fez uma revolução na educação."
Biden brasileiro
O presidente e pré-candidato tem sido chamado de "Biden brasileiro" pelo senador Flávio Bolsonaro, também pré-candidato.
Isso por causa das constantes trocas de palavras e gafes.
Em julho de 2023, ao passar pela ilha de Cabo Verde, agradeceu ao continente africano "por tudo o que foi produzido durante 350 anos de escravidão no nosso país".
Em fevereiro deste ano, confundiu Macapá com o estado do Amapá.
"O Macapá possivelmente seja o estado brasileiro com menos desmatamento neste instante”, afirmou o petista em fevereiro deste ano.
81 anos
Em evento do PT no início de agosto do ano passado, o presidente afirmou que "para ser candidato tenho que ser muito honesto comigo. Preciso estar 100% de saúde. Para eu me candidatar e acontecer o que aconteceu com [Joe] Biden, jamais. Jamais eu irei enganar o partido e o povo brasileiro".
O ex-presidente americano, do Partido Democrata, tinha 81 anos quando desistiu de tentar concorrer à reeleição, em julho de 2024.
Biden pulou fora da corrida após um desempenho ruim em um debate contra o então candidato republicano Donald Trump.
Além disso, Biden teve vários lapsos e cometeu seguidos equívocos em declarações públicas.
Ele se referiu ao presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, como presidente do México, não conseguiu se lembrar da data da morte de seu filho Beau, trocou Kamala Harris por Donald Trump e chamou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky de "Putin".
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