Tarcísio repudia campanhas negativas contra adversários políticos
Governador de São Paulo afirma que políticos desperdiçam recursos com perfis falsos e fake news
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou as "campanhas negativas" nas redes sociais para difamar adversários durante o período eleitoral.
Em agenda nesta quinta, 2º, Tarcísio afirmou que esse tipo de estratégia "não convence mais" o eleitor.
"Fica gastando dinheiro com esse tipo de notícia, desconstruir imagem, funciona? Não funciona. Estão jogando dinheiro na latrina, estão jogando dinheiro fora. Dinheiro na janela. A turma lá se acostumou a fazer campanha negativa, tentar desconstruir imagem, a falar mal. Isso não convence mais o eleitor", disse.
Segundo o governador, os eleitores já não aceitam a criação de narrativas negativas para atingir rivais políticos.
"Enquanto esse pessoal está gastando dinheiro para criar perfil falso, para criar fake news - que, aliás, são umas peças de péssimo gosto - é um pessoal que está jogando abaixo da linha da cintura. Campanha feia, campanha que as pessoas não gostam mais."
Bolsonarista contra bolsonarista?
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) concedeu uma liminar favorável ao governador Jorginho Mello (PL) para suspender publicações patrocinadas pelo perfil “Bolsonaristas SC”, que fazia críticas à sua gestão.
O PL de SC alegou que a página impulsionou conteúdos contrários a Mello, pré-candidato à reeleição, com o objetivo de desgastar sua imagem.
Segundo a legenda, o perfil promovia propaganda eleitoral antecipada negativa, prática vedada pela legislação eleitoral. O partido também sustentou que houve elevado investimento financeiro e amplo alcance das publicações, direcionadas a desqualificar politicamente o governador.
Na decisão, a desembargadora Luiza Portella acolheu parcialmente o pedido e destacou que a legislação eleitoral permite o impulsionamento de conteúdo político durante a pré-campanha apenas quando contratado por partido político, federação ou pré-candidato.
Com isso, determinou a suspensão de 57 das 80 publicações apontadas pelo PL.
Em parte dessas postagens, o perfil chamava o governador de “traidor”, “falso”, “desleal”, “farsante” e “covarde”. Também afirmava que Mello teria traído ideologicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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