Lula inventa uma nova categoria de vítima
Na visão do petista, em vez de punição, o criminoso precisa de proteção do Estado, seja ele sequestrador, assassino, traficante ou comprador de celular roubado
O presidente Lula sempre teve uma inclinação pelos criminosos.
O petista, que já foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, nunca entendeu o criminoso como alguém que deliberadamente escolhe fazer algo fora da lei, mas sempre como uma vítima da sociedade.
Na visão distorcida de Lula, em vez de punição, o criminoso precisa de proteção do Estado.
E não importa qual seja o crime em questão, Lula sempre vai defender o seu autor.
Foi assim com os sequestradores do empresário Abilio Diniz, em 1989. Segundo o presidente, eles seriam apenas "dez jovens que cometeram um erro" e, portanto, mereciam sair da cadeia.
Foi assim com o assassino italiano Cesare Battisti, que Lula já chegou a chamar de "escritor".
Foi assim com os traficantes, em declaração dada no ano passado.
"Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente, os usuários. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também", disse Lula.
A vítima da vez de Lula agora são os compradores de celulares roubados.
Em evento no Espírito Santo na quinta, 21, o presidente afirmou que chegou a pensar em obrigar as pessoas que compraram celulares roubados a devolverem o aparelho para a delegacia.
É algo que não tem o menor cabimento. Mesmo assim, Lula pensou que seria capaz de convencer 2,5 milhões de pessoas a fazerem isso.
Mas aí o presidente pensou duas vezes e considerou que ordenar a devolução dos equipamentos adquiridos de maneira ilícita seria cometer uma injustiça, uma vez que muitas dessas pessoas compraram o aparelho de boa-fé, são inocentes ou o fizeram por necessidade.
"Como é que eu vou falar para uma pessoa que comprou por 2 mil reais ou 2,5 mil reais no telefone [roubado] para entregar o seu telefone e não receber nada?", afirmou o presidente.
"Eu não quero prejudicar a pessoa que inocentemente ou por necessidade comprou. Então, isso me faz ser um pouco mais humano do que apenas um policial", disse Lula.
Ora, ninguém que tem 2 mil reais para comprar um celular roubado está passando necessidades.
E todo brasileiro que compra um celular por um valor ínfimo e sem nota fiscal tem consciência de que pode estar comprando um produto roubado, talvez até sob uso de violência.
A coisa é ainda pior. Quanto mais gente comprar celular roubado, mais dispostos estarão os ladrões.
Vale lembrar: comprar produto roubado é crime de receptação.
Mas Lula não tem jeito. O presidente tem lado. E não é o da polícia.
Leia em Crusoé: Lula absolve compradores de celulares roubados
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)