O empresário Luciano Hang, dono da Havan, voltou a criticar o debate sobre o fim da escala 6×1 e comparou o modelo de trabalho do Brasil com o dos Estados Unidos.
Em publicação em redes sociais, ele afirmou que o Brasil tem excesso de regras trabalhistas e defendeu mais liberdade para trabalhadores e empresas definirem jornadas.
Comparação com os Estados Unidos
Na publicação, Hang citou que os brasileiros buscam oportunidades de trabalho nos Estados Unidos e usou o exemplo para defender que o mercado norte-americano teria regras mais flexíveis.
“Infelizmente, a produtividade brasileira cai ano após ano, enquanto o governo insiste em criar mais regras e reduzir o tempo de trabalho, ao invés de incentivar crescimento, liberdade e desenvolvimento econômico.”
O empresário também afirmou que mudanças feitas por obrigação legal podem aumentar custos, reduzir competitividade e afetar empresas. A posição repete críticas já feitas por setores empresariais desde que a proposta de fim da escala 6×1 ganhou força no Congresso.
O que está em discussão
Atualmente, a Constituição Federal permite jornada de até oito horas diárias e 44 horas semanais, com possibilidade de compensação e redução por acordo ou convenção coletiva.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) também prevê descanso semanal remunerado de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos domingos.
No Congresso, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025 propõe reduzir a jornada para quatro dias por semana e limitar o trabalho a 36 horas semanais, sem redução salarial. A proposta ainda não virou regra.
Debate segue aberto
O Senado Verifica já alertou que o fim da escala 6×1 não foi aprovado de forma definitiva. Portanto, publicações que tratam a mudança como regra em vigor espalham informação incorreta.
A discussão reúne posições diferentes. De um lado, defensores da mudança citam qualidade de vida, saúde mental e equilíbrio entre trabalho e descanso. De outro, empresários e entidades produtivas apontam risco de aumento de custos e perda de produtividade.
Assim, a fala de Hang reforça a resistência de parte do setor empresarial. No entanto, qualquer alteração depende de votação no Congresso e definição de regras para setores, salários e formas de compensação.





