Governador interino do RJ é aprovado por 53%, indica pesquisa
Levantamento Futura/Apex mostra apoio de fluminenses a Ricardo Couto, enquanto Alerj pressiona STF por Douglas Ruas
Pesquisa Futura/Apex divulgada nesta quarta-feira, 6, indica que 52,9% dos eleitores fluminenses aprovam a gestão interina do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), à frente do governo do estado.
Outros 38,5% desaprovam o desempenho, enquanto 8,6% não souberam ou preferiram não responder.
Na avaliação qualitativa da gestão, 31,6% classificam o governo como “ótimo/bom”, 31,3% como “regular” e 27,9% como “ruim/péssimo”.
O levantamento ouviu 1.000 eleitores entre os dias 22 e 24 de abril. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Vacância
Ricardo Couto assumiu o governo interinamente após uma sequência de vacâncias iniciada com a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL).
A linha sucessória ficou esvaziada desde que o seu ex-vice, Thiago Pampolha, foi indicado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Naturalmente, a cadeira seria assumida pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj.
No entanto, o influente político de Campos dos Goytacazes acabou sendo preso por vazamento de informações de operação contra o deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho (CV).
Alerj quer Ruas
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) cobra maior celeridade ao Supremo Tribunal Federal (STF) na definição do modelo de eleição-tampão para o Executivo fluminense.
Isso porque o deputado estadual Douglas Ruas, do PL, venceu a eleição para presidente da Casa.
Com isso, a sigla e a Alerj pleiteiam que o parlamentar seja nomeado pelo Supremo como governador interino.
Segundo o órgão, a situação só se justificaria na ausência de um sucessor constitucional apto, cenário que, na avaliação da Assembleia, teria sido superado com a recomposição da presidência da Casa.
"E não é nada contra o desembargador Ricardo Couto. Mas entendo eu que carece de legitimidade para tomar decisão quem quer que esteja no poder de forma interina. O nosso pedido é para que o Supremo Tribunal Federal tome a decisão o quanto antes”, disse Ruas contra a manutenção do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, no cargo de governador do estado.
Durante discurso na Alerj na semana passada, Ruas afirmou estar sendo alvo de “gincana política promovida por um só partido”, em referência ao ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).
O ministro Cristiano Zanin, no entanto, definiu que o desembargador Couto deverá permanecer como governador em exercício até a conclusão do julgamento sobre o modelo das eleições para o Executivo fluminense.
Na decisão, Zanin destacou que a eleição de Ruas para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) não altera o entendimento anterior do STF, que manteve Couto à frente do governo interinamente.
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