O argumento da intimidação
Quando sustentar determinada ideia é visto como indício de falha moral ou intelectual, pessoas passam a se preocupar mais com ser aceitas do que com a verdade
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Em um sem-número de debates públicos, entrevistas, salas de aula e conversas aparentemente informais, costuma emergir um tipo de recurso retórico que com dificuldade se deixa entrever como aquilo que realmente é. Ele surge travestido de argumento legítimo, sólido, mas funciona como coação psicológica, uma espécie de pressão social geralmente conduzida com maestria. Um recurso que em vez de responder a tema de diálogo, cria um ambiente em que certas ideias passam a parecer socialmente arriscadas demais para serem sustentadas em voz alta. Ayn Rand — célebre autora de A revolta de Atlas, entre outros — chamou esse procedimento de argumento da intimidação, observando que seu efeito não consiste em refutar uma posição, mas em tornar desconfortável a própria tentativa de sustentá-la.
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