JD Vance reforça campanha de Orbán às vésperas da eleição
Vice de Trump sobe em palaque com premiê húngaro e ecoa discurso contra Ucrânia
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, viajou pessoalmente à Hungria para participar de um comício com o primeiro-ministro, Viktor Orbán, em Budapeste.
A visita ocorreu poucos dias antes da eleição, marcada para o próximo domingo, 12, em meio a pesquisas que indicam risco de derrota para o aliado de Donald Trump.
O apoio de Vance, porém, foi além da presença no evento,
O vice-presidente também endossou o discurso de Orbán de que haveria “elementos” da inteligência ucraniana tentando interferir no pleito.
"Certamente têm consciência de que existem elementos dentro dos serviços de inteligência ucranianos que tentam influenciar as eleições americanas e as eleições húngaras", diz Vance.
"Queremos que vocês tomem uma decisão sobre o seu futuro sem pressões externas... Os burocratas em Bruxelas não devem ser ouvidos. Ouçam seus corações, ouçam suas almas e ouçam a soberania do povo húngaro", acrescentou.'
Dentro da Casa Branca, Vance é tratado como o "principal aliado" dos interesses russos.
A Hungria tem se destacado dentro da União Europeia por desafiar os apelos de Bruxelas para reduzir a dependência de combustíveis fósseis russos.
Aliado de Putin
Aliado de Moscou, Orbán é considerado um dos líderes europeus mais próximos do ditador russo, Vladimir Putin.
Seu principal adversário, Péter Magyar, lidera a maioria das pesquisas: nove dos onze levantamentos publicados em 2026 apontam vantagem da oposição.
Apesar disso, há questionamentos sobre a lisura do processo eleitoral, diante do amplo controle de Orbán sobre as estruturas de poder.
No poder desde 2010, ele venceu quatro eleições consecutivas e agora enfrenta o maior desafio de sua carreira política.
Magyar afirmou que, caso vença, buscará uma relação próxima com os Estados Unidos e a OTAN.
Veto à ajuda
Nas últimas semanas, Orbán tem atuado para impedir um financiamento bilionário da União Europeia à Ucrânia.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou o ato como "grave de deslealdade".
A hostilidade à Ucrânia e ao presidente Volodymyr Zelensky tornou-se um dos principais eixos da campanha de Orbán.
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