Antes de surgir a dificuldade para reconhecer pessoas, o sintoma mais comum no início do Alzheimer costuma ser a perda de memória recente. Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, esse é o primeiro sinal e também o mais característico da doença. A pasta informa que, nas fases iniciais, o paciente passa a esquecer acontecimentos recentes, repetir a mesma pergunta várias vezes e ter dificuldade para acompanhar conversas ou pensamentos mais complexos.
Na prática, isso significa que o quadro costuma começar com falhas em situações corriqueiras, como esquecer um compromisso marcado, perder objetos com frequência, repetir histórias ou não lembrar de algo que acabou de ser dito. Em orientação publicada pela rede de hospitais universitários federais, a geriatria afirma que os esquecimentos iniciais aparecem em fatos do dia a dia, incluindo confusão com datas de compromissos e até com a organização financeira doméstica, como pagamento de contas.
O reconhecimento de pessoas costuma ser comprometido em fases mais avançadas, ainda o Ministério da Saúde explica que, com a progressão do Alzheimer, passam a surgir sintomas mais graves, como perda de memória remota, falhas na linguagem e prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo, ou seja: antes de esquecer rostos e vínculos importantes, a pessoa geralmente começa esquecendo aquilo que aconteceu há pouco.
O que costuma aparecer primeiro
Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer os sinais iniciais mais comuns incluem falta de memória para acontecimentos recentes, repetição da mesma pergunta várias vezes, dificuldade para acompanhar conversas complexas, incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas e dificuldade para encontrar palavras que expressem ideias ou sentimentos.
A ABRAz descreve a fase leve de forma semelhante. A entidade informa que, no começo da doença, podem surgir perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e diminuição do interesse por atividades e passatempos.
Isso ajuda a explicar por que muitas famílias demoram a perceber o problema como algo neurológico. No início, o quadro pode parecer apenas distração, envelhecimento normal ou esquecimento pontual. O Ministério da Saúde, porém, trata a perda de memória recente como o principal sinal de alerta para investigação.
Esquecer pessoas não costuma ser o primeiro passo
A dificuldade para reconhecer pessoas conhecidas pode acontecer no Alzheimer, mas geralmente não é o primeiro sintoma. O diagnóstico é descrito a partir de relatos como repetição de perguntas, alteração de memória e dificuldade em reconhecer locais e pessoas, para o EBSERH, esse tipo de confusão aparece dentro de um quadro já mais ampliado de prejuízo cognitivo.
O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Alzheimer, adotado no SUS, também descreve que, na progressão da demência, a perda de memória se torna mais acentuada para fatos recentes, e o déficit começa a interferir no cotidiano de forma mais evidente.

Quando procurar avaliação?
A investigação deve considerar qual foi a primeira alteração notada e qual a sequência das perdas cognitivas. Isso inclui memória recente, planejamento, organização, linguagem, autocuidado e alterações de personalidade. Vale buscar avaliação médica quando os esquecimentos deixam de ser esporádicos e passam a atrapalhar a rotina, principalmente se vier acompanhados de repetição frequente, desorientação, dificuldade para resolver tarefas simples ou mudança importante de comportamento. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de organizar o tratamento e retardar a progressão dos sintomas.




