Por que Ali Larijani era um alvo preferencial de Israel
Após eliminação de Ali Khamenei, político linha-dura assumiu o governo do país
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta terça, 17, a eliminação de Ali Larijani (imagem), durante bombardeios noturnos em Teerã.
Desde a eliminação de Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, Larijani estava fazendo o possível para não ser localizado pelos serviços de inteligência de Israel, temendo um ataque contra sua vida.
Ele mudava de bunker constantemente.
Assim que Larijani foi localizado pela inteligência israelense, uma ordem foi dada para eliminá-lo.
Conselho Provisório
Após a morte de Ali Khamenei, Larijani foi escolhido para ser um dos três integrantes do Conselho Provisório, que assumiu o governo do país.
Doutor em Filosofia Ocidental pela Universidade de Teerã e membro de uma família de religiosos, ele tinha ampla influência entre os clérigos xiitas e nas estruturas políticas.
Por doze anos, foi o porta-voz do Parlamento.
Como foi comandante da Guarda Revolucionária durante a Guerra Irã-Iraque, também era respeitado entre os militares iranianos.
Era o homem que supervisionava a produção da bomba nuclear e comandava as negociações protelatórias com o Ocidente, a mando de Ali Khamenei.
Estabeleceu laços econômicos com a China e fez contatos diplomáticos com Catar, Rússia e Omã.
Larijani, aliás, era um dos conselheiros mais próximos de Khamenei.
E foi ele também o responsável por formular e divulgar a ideologia do regime, quando comandou um canal de televisão oficial.
Mais recentemente, Larijani comandou a repressão aos protestos no país que pediam o fim da ditadura. Segundo algumas fontes, os mortos podem ter chegado a 40 mil.
Larijani era tão poderoso que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, precisava pedir autorização a ele para tomar algumas decisões, como retomar a conexão de internet no país.
Larijani só não foi cotado para suceder Ali Khamenei porque não é um clérigo xiita.
Esse papel coube ao filho de Khamenei, Mojtaba.
Mojtaba, contudo, quase não sobreviveu a um ataque, que vitimou sua esposa e um filho adolescente. Há informações de que seu rosto estaria "provavelmente desfigurado".
Se Mojtaba não apareceu em público desde o início dos ataques americanos e israelenses, Larijani foi às ruas na sexta, 13. Era ele o chefão que estava comandando o país.
Em um claro desafio ao Ocidente, Larijani compareceu ao ato do Dia de Quds, em Teerã, para protestar contra a presença israelense em Jerusalém. "Morte à América e Israel", gritavam os governistas.
Israel, por sua vez, entendeu que seu principal inimigo estava colocando as asinhas de fora.
Quando a oportunidade apareceu, as Forças de Defesa de Israel não tiveram dúvida.
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Comentários (1)
Rosa
2026-03-17 13:01:54Se era assim... by,by.