Criciúma, no sul de Santa Catarina, é conhecida como Capital do Carvão. A cidade deixou de depender apenas da mineração e se consolidou como polo regional de indústria, comércio, serviços e educação.
O interesse também aparece nos números. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou 214.493 habitantes em Criciúma no Censo de 2022. Em 2010, eram 192.308 moradores. A alta passa de 11% no período, dado usado em publicações recentes para explicar o aumento da procura pela cidade.
Economia ajuda a atrair moradores
A localização favorece o município. Criciúma fica a cerca de 196 km de Florianópolis e funciona como principal centro urbano do sul catarinense.
Além disso, a cidade tem tradição industrial. A economia local passou pela mineração de carvão, mas hoje também se apoia em setores como cerâmica, metalmecânico, vestuário, comércio, saúde e serviços.
Esse conjunto cria um ambiente com mais oportunidades de trabalho do que em cidades menores da região. Por isso, Criciúma chama atenção de quem busca morar fora das capitais, mas sem abrir mão da estrutura urbana.
Indicadores sustentam a fama
O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil mostra que Criciúma tinha Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,788 em 2010, faixa considerada alta. O indicador reúne dados de renda, educação e longevidade.
Já o IBGE aponta que o município tinha densidade demográfica de 913,26 habitantes por km² em 2022. O dado confirma o perfil urbano da cidade, que concentra serviços e infraestrutura em uma área relativamente compacta.
Cidade aparece em rankings nacionais
Criciúma também ganhou destaque em rankings recentes de desenvolvimento urbano. Em 2025, a prefeitura informou que o município ficou entre as 50 melhores cidades do Brasil para se viver no Índice Integrado de Desenvolvimento Sustentável (IISD).
No levantamento, a cidade apareceu em 44º lugar no ranking geral nacional e em 32º entre cidades de grande porte. Segundo a administração municipal, os resultados refletem avanços em transformação digital, desenvolvimento social, infraestrutura urbana, educação, mobilidade e capacidade fiscal.
Qualidade de vida vai além do tamanho
A cidade tem porte médio, oferta de serviços e distância menor dos problemas comuns das grandes capitais.
Ao mesmo tempo, mantém acesso a hospitais, universidades, escolas, comércio forte e opções de lazer. Essa combinação ajuda a explicar por que o município passou a ser visto como alternativa para famílias e profissionais que buscam uma rotina mais estável.





