Ler ficção e fantasia na infância pode ajudar no desenvolvimento de habilidades importantes para a vida adulta.
Estudos sobre leitura literária associam esse hábito à empatia, à chamada teoria da mente e à capacidade de imaginar pontos de vista diferentes.
Os pesquisadores observaram que leitores de ficção tendem a apresentar melhores habilidades de empatia e teoria da mente, mesmo após controle de diferenças individuais.
Histórias treinam mudança de perspectiva
A ficção coloca a criança em contato com personagens, conflitos e mundos que não fazem parte da rotina dela. Com isso, o leitor precisa interpretar as intenções, emoções e escolhas de outras pessoas.
Essa habilidade tem nome na psicologia: teoria da mente. Ela ajuda a entender que outras pessoas têm pensamentos, desejos e sentimentos próprios.
Fantasia também entra nesse processo
Histórias de fantasia acrescentam outro elemento. Elas exigem imaginação, flexibilidade e disposição para aceitar regras diferentes da vida real.
Além disso, personagens mágicos, mundos inventados e jornadas simbólicas podem ampliar o repertório emocional. A criança passa a lidar com medo, coragem, perda, amizade e justiça por meio da narrativa.
Pesquisa reforça ligação com empatia
Em revisão da Psicologia Escolar e Educacional, pesquisadores brasileiros analisaram estudos sobre leitura de ficção e empatia em crianças e adolescentes. O levantamento apontou predominância de pesquisas que investigam essa relação por meio de intervenções, estudos de caso e trabalhos correlacionais.
Já o estudo publicado por Bal e Veltkamp, em 2013, mostrou que a ficção pode influenciar empatia quando o leitor se envolve emocionalmente com a história. Ou seja, não basta passar os olhos pelo texto. A imersão na narrativa faz diferença.
Hábito não substitui convivência
A leitura não age sozinha. Família, escola, brincadeiras e relações sociais também participam da formação emocional da criança.
Ainda assim, os estudos mostram que histórias podem ser uma ferramenta importante. Elas ajudam a criança a ensaiar conflitos, perceber emoções e compreender escolhas antes de enfrentar situações parecidas na vida real.





