Apoio de Trump ajudaria ou atrapalharia Flávio?
Pesquisa Genial/Quaest mostra que apoio do presidente americano ao senador pode beneficiar Lula
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta, 13, mostrou como as candidaturas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) poderiam ser impactadas por um eventual apoio de Donald Trump.
Segundo o levantamento, 28% dos entrevistados afirmam que o apoio do presidente americano a Flávio Bolsonaro aumentaria as chances do senador vencer a eleição presidencial.
Já 32% acreditam que um endosso do republicano ao senador acabaria ajudando Lula a se manter no poder.
Outros 19% disseram que votariam em outro nome caso Trump apoie Flávio, enquanto 14% afirmaram não fazer diferença em sua decisão de voto.
Estados Unidos
O levantamento também avaliou a percepção do brasileiro sobre os Estados Unidos.
Para 48%, a visão sobre o país é desfavorável.
Entre os que têm opinião positiva, o número passou de 44%, em agosto de 2025, para 38%.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março.
A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.
Briga comprada
O governo Lula revogou nesta sexta, 13, o visto de Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil.
A decisão proíbe que Beattie entre em território brasileiro.
Segundo o Itamaraty, a medida foi tomada "tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington."
"Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, disse a pasta a O Antagonista.
Contradição
A justificativa oficial, contudo, é diferente da que foi dada por Lula.
O petista disse ter proibido Beattie de vir ao Brasil enquanto os Estados Unidos não liberarem os vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de seus familiares.
"Aquele cara americano que disse que vinha pra cá visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proíbo de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que tá bloqueado", disse Lula durante inauguração de um hospital no Rio de Janeiro.
"Aquele cara", a quem Lula se refere, não afirmou em momento algum que viria ao Brasil visitar Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, onde encontra-se preso.
Na verdade, foi a defesa do ex-presidente que solicitou o encontro, autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que recuou na própria decisão.
Lula também omite que Padilha teve o visto negado pelo governo Trump por ter sido um dos arquitetos do programa Mais Médicos no Brasil.
A iniciativa ficou marcada pela escravidão de médicos cubanos em território brasileiro durante o governo de Dilma Rousseff.
Como disse Duda Teixeira no texto "Lula não é mais o presidente do Brasil", o petista corre o risco de terminar seu mandato tendo ficado quatro anos sem descer do palanque.
Leia também: Lula não é mais o presidente do Brasil
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)