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"Guerra não vai acabar na mesa de negociação", diz analista ucraniano

Invasão russa completa quatro anos sem perspectiva de acordo; OIeksandr Slyvchuk aposta em desgate russo no campo econômico

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João Pedro Farah
3 minutos de leitura 24.02.2026 20:21 comentários 0
"Guerra não vai acabar na mesa de negociação", diz analista ucraniano
Reprodução
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A invasão russa à Ucrânia completa quatro anos nesta terça-feira, 24.

Do lado ucraniano, os principais desafios seguem sendo a manutenção da defesa e a preservação do apoio diplomático internacional.

Para o analista político ucraniano Oleksandr Slyvchuk, o conflito deve ter um desfecho distante das mesas de negociação. Segundo ele, as sanções continuam sendo a principal ferramenta de resistência contra Rússia.

"Ela terminará quando a Rússia não puder mais sustentar economicamente esse esforço. Portanto, a chave da resistência é manter e intensificar as sanções. Isso não fará a Rússia colapsar imediatamente — é um jogo de longo prazo. Mas, com o governo de Vladimir Putin, infelizmente não é viável alcançar um acordo confiável e duradouro", afirma Slyvchuk, coordenador do Programa de cooperação para Espanha e América Latina do Transatlantic Dialogue Center, think thank da Ucrânia.

"Não há confiança nem expectativa de que a Rússia, no curto prazo, vá parar e negociar de fato. O status atual é que a Rússia tentará avançar no campo de batalha, enquanto a Ucrânia continuará se defendendo e apostando no esforço de guerra com apoio dos aliados da União Europeia", acrescenta.

Resistência ucraniana

Após quatro anos de guerra, a sociedade ucraniana já está  orientada para o esforço de resistência.

Sem uma presença militar consistente, Kiev perde força na guerra.

Slyvchuk afirma que a capacidade de defesa tem sido visto como indispensável.

União Europeia

Caso o conflito se prolongue, a tendência é que a União Europeia se consolide como o principal pilar de apoio à Ucrânia nos próximos anos.

"O bloco tende a assumir papel central tanto no apoio militar quanto na sustentação econômica da resistência ucraniana. A Rússia tende a se tornar uma ameaça ainda maior para toda a Europa, não apenas para a Ucrânia", diz Slyvchuk.

Ao mesmo tempo, Moscou amplia sua condição de risco não apenas para Kiev, mas para todo o continente europeu.

Na avaliação de Slyvchuk, o conflito deve continuar, já que não há sinais de mudança por parte de Moscou.

"O que a Rússia busca é uma pausa operacional para se reorganizar e voltar a atacar. E isso não pode ser permitido. Por isso, a Ucrânia precisa continuar resistindo — e seus aliados precisam sustentar esse esforço — caso contrário, o risco é de uma guerra ainda maior envolvendo a União Europeia", afirmou.

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