Crusoé nº 404: Toffolão
Escândalo do Master evolui com encontros e negócios impróprios em resort. E mais: Um candidato fora da caixinha e Onde Trump vai parar?
Quando assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2018, o ministro Dias Toffoli – até então o mais novo a assumir tal função – prometeu transformar a Justiça brasileira a partir de três princípios fundamentais: eficiência, transparência e responsabilidade.
Em dois anos à frente da Corte, Toffoli não entregou nem eficiência, nem transparência e muito menos responsabilidade.
Foi no seu período à frente do Tribunal que o Supremo lançou a polêmica licitação para a compra das lagostas e foi também sob sua tutela que a Corte instituiu o famigerado inquérito das fake news.
Toffoli agora, mais uma vez, coloca o STF no epicentro de uma crise. Desta vez, uma crise que pode minar ainda mais a já diminuta credibilidade do Poder Judiciário.
Desde a deflagração da primeira fase da operação Compliance Zero, em 17 de novembro do ano passado, quando foi determinada a prisão do banqueiro e ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, Toffoli notabilizou-se por decisões estranhas e heterodoxas, dizem Wilson Lima e Guilherme Resck em "Toffolão", a reportagem de capa de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
A edição desta semana trata também da candidatura de Aldo Rebelo à Presidência da República. Em "Um candidato fora da caixinha", Duda Teixeira e Guilherme Resck mostram como o integrante histórico do comunista PCdoB e ex-ministro de Lula e Dilma, agora no partido Democracia Cristã, bagunça as ideologias ao entrar na disputa com uma agenda nacionalista.
Em "Onde Trump vai parar?", João Pedro Farah diz que a vitória democrata nas eleições de meio de mandato poderia impor alguns limites ao presidente republicano, que está avançando pelo mundo sem freios e contrapesos.
Colunistas
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Nesta edição, escrevem Leonardo Barreto (Aumenta tensão na direita), Bruno Soller (Erro tático em Portugal), Clarita Maia (O eixo Irã-Hezbollah na América Latina), Leonardo Corrêa (O relatório que viu tudo — e disse pouco), Márcio Coimbra (Rota da Seda nos trópicos), Samuel Feldberg (O dilema dos aiatolás), Dennys Xavier (Razão ou intimidação) e Josias Teófilo (A tragédia de um violinista de periferia).
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