No Brasil, as mulheres enfrentam desafios urbanos mais intensos quando comparadas a outros grupos. Dados de 2025 indicam que elas têm grande risco de serem vítimas de criminosos e crimes nas cidades brasileiras.
Este cenário se repete de forma preocupante em grandes centros urbanos onde mulheres são frequentemente visadas por criminosos ao portarem celulares ou bolsas.
Mulheres continuam sendo alvo frequente de crimes nas grandes cidades
A 19º edição do Anuário Brasil de Segurança Pública 2025 mostra que, nas grandes cidades do Brasil, as mulheres ainda são frequentemente escolhidas como alvo pelos criminosos nas ruas.
De acordo com o levantamento, 50,2% das vítimas de furto de celular são do sexo feminino, e em casos de roubo, 40,9% das vítimas também são mulheres.
Especialistas em segurança avaliam que essa tendência ocorre porque muitos criminosos percebem as mulheres como alvos mais vulneráveis, especialmente quando estão sozinhas ou carregando objetos visíveis como bolsas e celulares.
Medo e impacto da violência urbana
Além dos furtos e roubos, outras formas de violência também afetam desproporcionalmente as mulheres nas cidades brasileiras.
Pesquisas indicam que grandes proporções de mulheres relatam terem sofrido assédio em espaços públicos, como ruas, praças e parques.
Violência de gênero em perspectiva
Embora a violência letal contra mulheres (feminicídio) seja mais prevalente em cidades menores, pesquisas de segurança pública revelam que as mulheres ainda enfrentam risco alto de violência urbana em grandes centros.
Casos de assaltos, ameaças e agressões físicas continuam afetando principalmente mulheres jovens entre 20 e 40 anos em áreas urbanas, conforme análises de dados criminais do levantamento “Criminalidade e espaço urbano: As redes de relação entre crime, vítimas e localização no Rio de Janeiro“.
Caminhos para enfrentamento de criminosos e violência
Especialistas em segurança pública afirmam que é essencial combinar abordagens preventivas com melhorias na proteção e apoio às mulheres.
Medidas como policiamento mais presente, campanhas de conscientização, rotas seguras em áreas de grande circulação e maior oferta de serviços especializados podem contribuir para reduzir a vulnerabilidade feminina ao crime nas cidades.





