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Câmara aprova em segundo turno PEC que retoma coligações proporcionais

O plenário da Câmara aprovou em segundo turno, na noite desta terça-feira, 17, o texto-base da proposta de Emenda à Constituição que prevê o retorno das coligações partidárias em eleições proporcionais. O texto obteve 347 votos favoráveis, quando eram necessários 308. O placar ainda registrou 135 votos contrários e três abstenções. Os parlamentares avaliam, agora, os chamados...

Crusoe
Redação Crusoé
3 minutos de leitura 17.08.2021 21:08 comentários 9
Câmara aprova em segundo turno PEC que retoma coligações proporcionais
SESSÂO DO CONGRESSO QUE ENTERROU O VOTO IMPRESSO
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O plenário da Câmara aprovou em segundo turno, na noite desta terça-feira, 17, o texto-base da proposta de Emenda à Constituição que prevê o retorno das coligações partidárias em eleições proporcionais. O texto obteve 347 votos favoráveis, quando eram necessários 308. O placar ainda registrou 135 votos contrários e três abstenções.

Os parlamentares avaliam, agora, os chamados "destaques" -- propostas pontuais de alteração ao texto. Nesta fase, são admitidas apenas proposições supressivas, que visam retirar trechos do projeto. Depois desta etapa, o tema seguirá para o Senado, onde há grande resistência à mudança no sistema eleitoral.

O projeto avalizado pelos deputados retoma a permissão para que partidos se associem na formação de chapas para o Legislativo, mesmo sem vínculo programático. O modelo foi extinto pela minirreforma de 2017 -- as novas regras vigoraram somente em 2020, na eleição de vereadores.

A proposta retratou um amplo acordo na Câmara, com o encaminhamento favorável do PT ao PSL, passando pelo Centrão. Orientaram de forma contrária à matéria somente PDT, PSOL, Cidadania, Rede, PSD e Novo.

Líder do Cidadania, o deputado Alex Manente argumentou que a mudança aprovada pelo Congresso em 2017 fortaleceu a democracia e os partidos políticos e classificou a volta das coligações como um "retrocesso". "Com as coligações voltando, vamos dar oportunidade a partidos de aluguel, a partidos que não fazem o trabalho por quatro anos", frisou.

Para que o aval às coligações seja retomado no pleito de 2022, a PEC precisa ser chancelada pelo Senado até outubro. O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que, embora a maior parte do Salão Azul se oponha à proposta, Rodrigo Pacheco assumiu o compromisso de pautar a proposição.

"Não é nossa função aumentar ou diminuir resistências sobre pauta alguma. Há pautas do Senado que a Câmara tem dificuldade [também]. Mas nós temos que respeitar as pautas. É uma PEC. Ela tem prazo, tem validade. E o Senado deve pautar. Fiz um compromisso de pauta. Agora, não posso, não devo e não farei (pressão) sobre o que o Senado vai se pronunciar. [Se] vai aprovar no mérito ou não. Os senadores, eles decidem", declarou.

Além da volta das coligações, a PEC altera a data das posses do presidente da República e de governadores, que hoje ocorrem em 1º de janeiro. Pelo texto, a partir de 2026, o chefe do Planalto tomará posse no dia 5 e os governadores, no dia 6.

O texto altera também a cláusula de desempenho, instituída em 2017 para limitar o acesso de siglas pequenas aos recursos do Fundo Partidário e à propaganda no rádio e na televisão.

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Comentários (9)

Vera

2021-08-18 21:26:03

O brasileiro precisa aprender a valorizar o voto para deputados e senadores.São eles que fazem as leis e a maioria do Congresso atual vota nos seus próprios interesses e não no interesse do país.


Carlos Renato Cardoso da Costa

2021-08-18 11:14:17

A gente sabe que está na m3rda quando a esperança reside no senado.


Leandro Domingues

2021-08-18 10:39:06

Espero violentamente que o Senado rejeite estas propostas de retorno das coligações e alteração da clausula de barreira. Precisamos URGENTE reduzir o número de partidos. Isso só confunde os cidadãos/eleitores.


Eduardo

2021-08-18 08:03:24

Crusoé precisa divulgar o nome de todos os 347 deputados que votaram a favor dessa PEC


Alcir

2021-08-18 07:18:01

Se foi aprovado com certeza é bom pra eles e ruim pra nós.


Newton

2021-08-18 05:26:22

O importante, é não deixar o Brasil crescer. Limitar o acesso a educação, controlar as armas e promiscuidade ao povo, muita promiscuidade. De 1.500 a 2021 mudaram apenas os personagens as ações, continuam a todo vapor. Ignóbil!


Odete6

2021-08-17 22:23:54

É mesmo uma cambada de vendidos que tratam a legislação como se fosse gelatina!!!!


Odete6

2021-08-17 22:23:53

É mesmo uma cambada de vendidos que tratam a legislação como se fosse gelatina!!!!


Júlio

2021-08-17 21:47:32

Realmente nossos políticos só pensam em 2 coisas: poder e dinheiro. Zero de preocupação com o Brasil e os brasileiros. Pracisamos limpar essa turma de lá.


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Comentários (9)

Vera

2021-08-18 21:26:03

O brasileiro precisa aprender a valorizar o voto para deputados e senadores.São eles que fazem as leis e a maioria do Congresso atual vota nos seus próprios interesses e não no interesse do país.


Carlos Renato Cardoso da Costa

2021-08-18 11:14:17

A gente sabe que está na m3rda quando a esperança reside no senado.


Leandro Domingues

2021-08-18 10:39:06

Espero violentamente que o Senado rejeite estas propostas de retorno das coligações e alteração da clausula de barreira. Precisamos URGENTE reduzir o número de partidos. Isso só confunde os cidadãos/eleitores.


Eduardo

2021-08-18 08:03:24

Crusoé precisa divulgar o nome de todos os 347 deputados que votaram a favor dessa PEC


Alcir

2021-08-18 07:18:01

Se foi aprovado com certeza é bom pra eles e ruim pra nós.


Newton

2021-08-18 05:26:22

O importante, é não deixar o Brasil crescer. Limitar o acesso a educação, controlar as armas e promiscuidade ao povo, muita promiscuidade. De 1.500 a 2021 mudaram apenas os personagens as ações, continuam a todo vapor. Ignóbil!


Odete6

2021-08-17 22:23:54

É mesmo uma cambada de vendidos que tratam a legislação como se fosse gelatina!!!!


Odete6

2021-08-17 22:23:53

É mesmo uma cambada de vendidos que tratam a legislação como se fosse gelatina!!!!


Júlio

2021-08-17 21:47:32

Realmente nossos políticos só pensam em 2 coisas: poder e dinheiro. Zero de preocupação com o Brasil e os brasileiros. Pracisamos limpar essa turma de lá.



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