O YouTube registrou um crescimento sem precedentes em sua base de usuários, atingindo 2,7 bilhões de ativos mensais em 2026, segundo o mais recente relatório da consultoria Omdia. Apesar do alcance massivo, a plataforma de vídeos do Google continua atrás da Netflix no modelo de assinaturas pagas.
O estudo, divulgado nesta semana, projeta que o YouTube se aproxime da marca de 3 bilhões de usuários até 2027. Em contrapartida, a Netflix, rainha das assinaturas, deve alcançar quase 400 milhões de clientes pagantes até 2031.
Mudança do comportamento do consumidor foi a causa principal
Um dos principais dados do relatório da Omdia é a mudança no comportamento de consumo de vídeo. Em 2025, o tempo médio diário de visualização por conta no YouTube superou o da Netflix pela primeira vez: foram 99,1 minutos contra 93,4 minutos, respectivamente.
Esse crescimento foi puxado principalmente pelo uso em televisores, que agora representa 35% do tempo total de visualização no YouTube. A faixa etária de 18 a 24 anos lidera o engajamento, com uma média de 111 minutos assistidos diariamente na plataforma.
Youtube saiu na frente em receita
O estudo destacou ainda que a plataforma de vídeos superou a gigante do streaming em receita. Em 2025, o YouTube faturou US$ 60 bilhões, superando os US$ 45,6 bilhões da Netflix. A vantagem do YouTube deve-se à sua robusta receita publicitária, que somou US$ 36,1 bilhões no ano passado, além dos 100 milhões de assinantes do YouTube Premium.
A Netflix, por sua vez, mantém um valor médio de receita por usuário elevado, especialmente na América do Norte, onde atingiu US$ 17,26 mensais em 2024. A empresa tem investido na expansão de seu plano com anúncios, que já conta com 94 milhões de usuários, como forma de capturar novos segmentos de mercado.
Cenário global do streaming
O relatório da Omdia destaca que 2025 foi um ano de inflexão para o setor: as assinaturas de vídeo online superaram a TV paga tradicional pela primeira vez, com 2,24 bilhões de assinaturas globais e receita total de US$ 157,1 bilhões. No entanto, a previsão é que o crescimento deve desacelerar para 5,6% em 2026.
Regionalmente, a América do Norte concentra 38,3% do mercado. No Brasil, o YouTube detém 21,6% de share contra 5,6% da Netflix, tendo chegado a superar a TV aberta em audiência em determinados períodos de dezembro de 2025.




