Você sabe escolher um bom azeite na hora das compras? Um ingrediente presente em finalizações, saladas e no preparo de pratos do dia a dia, o azeite tem detalhes no rótulo que fazem toda a diferença e ignorá-lo pode custar no sabor e na qualidade do produto.
O primeiro ponto de atenção está na classificação do produto. Prefira sempre o extravirgem, é o que indicam especialistas. Esse tipo é obtido exclusivamente da azeitona, sem processos químicos, e precisa ter acidez máxima de 0,8% para entrar na categoria. Nos melhores azeites brasileiros, esse índice costuma ficar abaixo de 0,2%.
O que a acidez realmente indica?
O nível de acidez do azeite não tem relação com o sabor ácido que você percebe ao provar. Trata-se de um indicador químico. Ele mede a quantidade de ácidos graxos livres no produto.
Ricardo Castanho, especialista em azeites e instrutor da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), explica que quanto maior a acidez, menor a qualidade do azeite. Isso porque um índice alto indica azeitonas mal manejadas, colheita fora do momento ideal ou tempo longo entre a colheita e a extração do óleo. Por isso, busque sempre os produtos com menor acidez possível.
Safra e data de envase também importam
Além da acidez, outro dado fundamental é a safra indicada na embalagem. Azeites mais recentes preservam melhor os compostos aromáticos e nutricionais do produto.
Isabel Kasper, professora de gastronomia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e pesquisadora em análise sensorial, reforça que a safra é o dado mais importante na hora da escolha. Segundo ela, a última safra disponível é sempre a melhor opção, mais do que a data de envase ou o índice de acidez isoladamente.
Como referência, Castanho indica buscar produtos com até um ano de envase nos supermercados.
Como avaliar além do rótulo?
Além do rótulo, especialistas destacam que o produto pode ser avaliado pelo seu aroma. Um bom azeite extravirgem deve apresentar aromas frescos e agradáveis.
Claudia Santos, sommelier de azeites e mestra de lagar da Fazenda Serra dos Tapes, explica que os aromas positivos lembram elementos da natureza: grama cortada, folha de oliveira, frutado verde ou maduro e notas florais.
Se o azeite tiver cheiro de azeitona em conserva, mofo, umidade ou palha, isso é sinal de defeito. Basta um defeito sensorial para o produto perder a classificação de extravirgem, independentemente do que está escrito no rótulo.
Como guardar em casa?
A forma de armazenamento também interfere na qualidade. Evite manter o produto próximo ao fogão ou em locais com muita luz. A exposição ao calor e à iluminação oxida as gorduras do azeite e compromete tanto o sabor quanto os benefícios nutricionais. Prefira garrafas escuras e guarde em local fresco e seco.




