Antes de o surto virar notícia, o MV Hondius era só um navio de luxo a caminho do Atlântico Sul. O criador de conteúdo Jake Rosmarin, que estava a bordo, publicou um tour pelo navio em 1º de abril nas redes sociais, mostrando sala de jantar, bar, biblioteca e cabine.

No vídeo, Rosmarin chamou o Hondius de “minha casa pelos próximos 35 dias” e mostrou cada ambiente com entusiasmo. Nem ele nem os outros 148 passageiros sabiam o que estava por vir. Três pessoas morreram. Sete tiveram casos confirmados ou suspeitos do vírus.
A Reuters recebeu, nesta terça-feira, imagens de outro viajante que esteve no navio em dezembro de 2025. A agência confirmou que era a mesma embarcação comparando detalhes como a sala de jantar, a biblioteca e as características externas do navio.

Como está o navio agora
Para a Oceanwide Expeditions, operadora do cruzeiro, a situação é de emergência: todos os passageiros estão confinados em cabines enquanto a OMS coordena a retirada dos casos mais graves.
A empresa estuda levar o navio para Las Palmas ou Tenerife, nas Ilhas Canárias.
Cabo Verde negou a entrada do navio por precaução, segundo o governo do arquipélago. Já o Ministério das Relações Exteriores dos Países Baixos confirmou que estuda repatriar os dois passageiros ainda doentes a bordo.
De volta às redes, Rosmarin pediu calma do público. “Não somos apenas manchetes. Somos pessoas com famílias nos esperando em casa. Tudo que queremos é voltar”, disse o criador de conteúdo. Ele prometeu atualizar os seguidores quando a situação permitir.

Como o vírus chegou ao navio
Segundo a OMS, o hantavírus chega aos humanos pelo ar, quando a pessoa inala partículas de fezes, urina ou saliva de roedores infectados.
A viagem passou pela Antártida, pelas Ilhas Falklands e pela Geórgia do Sul, áreas com muita fauna silvestre.
A agência da ONU admitiu que o vírus pode ter se espalhado entre pessoas em contato próximo dentro do navio. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças avaliou o risco para a população europeia como muito baixo.





