Recentemente, ficou definido que a vacina contra o herpes-zóster não será incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Essa decisão foi baseada na análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que avaliou como inviável economicamente adicionar o imunizante ao sistema de saúde pública.
A vacina está disponível na rede privada, onde pode custar até R$ 1.600 por dose.
Motivos da rejeição da vacina pelo SUS
A Conitec concluiu que a inclusão da vacina contra o herpes zóster não seria custo-efetiva. Com um custo projetado de R$ 1,2 bilhão por ano, a vacina, ao longo de cinco anos, exigiria um investimento de aproximadamente R$ 5,2 bilhões.
Essa quantia representa um impacto significativo no orçamento da saúde, levando o governo a priorizar outras intervenções consideradas mais urgentes.
A vacina é direcionada a grupos de risco específicos, como idosos com mais de 80 anos e pessoas imunocomprometidas.
Aspectos econômicos e consequências
Economicamente, o custo da implementação da vacina equivale a cerca de 0,018% do orçamento total da União.
Apesar deste pequeno percentual, o Ministério da Saúde ressaltou que existem outras demandas acima de R$ 1 bilhão anuais que são priorizadas, visando atender outras áreas da saúde pública.
Com a vacina indisponível no SUS, os brasileiros precisam recorrer à rede privada. Neste âmbito, surgem preocupações sobre a acessibilidade econômica, especialmente para pessoas mais vulneráveis financeiramente, que integram os grupos de risco da doença.
Importância e desafios da imunização
O herpes zóster, causado pela reativação do vírus da catapora, pode produzir sintomas severos, como dor neuropática e erupções cutâneas.
A vacina Shingrix, atualmente usada, é reconhecida por sua alta eficácia e segurança, conseguindo reduzir a incidência da doença em mais de 90%.
Dado o envelhecimento crescente da população brasileira, a demanda por métodos preventivos, como a vacina, se intensifica.
A previsão é que, caso incorporada futuramente, a vacina poderia aliviar o sistema de saúde, diminuindo casos graves e a necessidade de tratamentos prolongados.




