Embora as criptomoedas tenham se tornado grandes fenômenos financeiros, ativos reais, como ouro, prata e cobre, ainda possuem um alto valor de mercado, principalmente por conta da alta demanta industrial e preocupações geopolíticas.
Por conta disso, regiões com grandes depósitos destes metais apresentam um alto potencial econômico. E vale destacar que, recentemente, um território da América Latina conseguiu atingir este status.
Isso porque, em um comunicado à imprensa, a empresa canadense Lundin Mining Corporation anunciou ter descoberto “um dos maiores recursos de cobre, ouro e prata do mundo” na região fronteiriça entre o Chile e a Argentina.
Contando com um núcleo de alta lei (alta concentração de metal valioso por tonelada) estimado em até 13 milhões de toneladas de cobre, 907 mil quilos de ouro e 18,6 milhões de quilos de prata, os rendimentos no local, que é conhecido como “Recurso Mineral Vicuña”, podem chegar a meio trilhão de dólares.
Além de consolidar a área como a quinta maior reserva mineral de metais valiosos do mundo, as novas descobertas também serviram para confirmar que o potencial da área é muito maior do que o previsto originalmente.
Recurso mineral levanta debates a respeito de seus impactos
Em entrevista, o CEO da Lundin Mining, Jack Lundin exaltou não apenas o valor histórico, mas também a relevância que o Recurso Mineral Vicuña pode ter para a indústria moderna, o que pode ser benéfico não apenas para a América Latina, mas também para o mundo.
Mas o potencial econômico pode não ser suficiente para abafar preocupações a respeito dos impactos ambientais que escavações na região podem causar, já que projetos de mineração apresentam riscos elevados.
Vale lembrar que projetos como estes podem contaminar águas, alterar paisagens naturais, contribuir para a emissão de gases de efeito estufa e ainda afetar a diversidade do local. Por conta disso, é fundamental que meios para conciliar prosperidade econômica e preservação sejam analisados.




