Nos últimos dias, o Brasil passou a enfrentar um verdadeiro surto de intoxicações por metanol, causadas pelo consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, que vem resultado em diversas hospitalizações e até mesmo mortes.
E vale destacar que a dificuldade em detectar a substância, já que ela não altera as características sensoriais das bebidas, vem aumentando a sensação de pânico. No entanto, especialistas da Universidade Estadual da Paraíba apontam para uma possível solução.
Utilizando um equipamento que emite luz infravermelha, os pesquisadores conseguem identificar adulterações em poucos minutos, mesmo em garrafas lacradas, alcançando cerca de 97% de precisão.
O método funciona por meio da agitação das moléculas do líquido com radiação e, posteriormente, um software analisa a amostra, apontando a presença de substâncias alheias à composição original, como metanol ou água adicionada.
Validada em artigos publicados na revista científica Food Chemistry, a técnica foi aplicada inicialmente com a cachaça. Porém, os pesquisadores afirmam que ela também pode servir para testar outras bebidas destiladas.
Intoxicação por metanol: sintomas e soluções
Apesar do metanol agir de forma distinta em cada organismo, tornando alguns casos menos severos, a substância ainda manifesta sintomas específicos que possibilitam sua detecção.
A princípio, os sinais podem se assemelhar a uma ressaca comum, uma vez que incluem alterações na consciência, tontura, confusão mental e vômito. Contudo, com o passar do tempo, efeitos como visão turva e dores abdominais também surgem.
É crucial buscar ajuda médica o quanto antes, considerando que, em 48 horas, o quadro pode evoluir para convulsões, coma e falência múltipla de órgãos, levando as pessoas contaminadas a óbito.
Nos casos confirmados de intoxicação, o tratamento específico é feito com etanol farmacêutico, aplicado de forma controlada, seja por via oral ou intravenosa, de acordo com a avaliação médica. E vale destacar que, por conta do aumento de casos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a permitir a produção industrial do antídoto.




