A Polícia Federal deflagrou no dia 24 de abril, a Operação Logchain em Caxias, no Maranhão, com foco em fraudes bancárias eletrônicas praticadas contra a Caixa Econômica Federal (CEF). A ação resultou no afastamento cautelar de um funcionário da agência.
Conforme comunicado oficial da PF, o investigado usava acesso privilegiado e credenciais funcionais para realizar alterações cadastrais indevidas em contas de clientes.
Com os dados modificados, ele viabiliza transferências via Pix para destinatários recorrentes.
O esquema ocorria diretamente nos sistemas internos do banco, sem a presença física dos titulares das contas. A fraude foi constatada por meio de imagens de monitoramento, segundo a nota divulgada no site oficial da Polícia Federal
Quanto foi desviado e o que foi apreendido
O prejuízo inicialmente verificado é de R$91.835,36, segundo a PF. O valor, contudo, pode ser ainda maior com o aprofundamento das análises dos materiais recolhidos durante a operação, que incluem celulares, computadores, mídias digitais e documentos.
Além do afastamento cautelar das funções, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão na cidade.
O material apreendido deve ajudar a identificar possíveis coautores ou outros beneficiários do esquema que ainda não foram alcançados pela investigação.
A própria Caixa Econômica Federal colaborou com as investigações para a identificação das fraudes, conforme a nota da PF. O banco integrou a força-tarefa que permitiu mapear as transações suspeitas e reunir provas suficientes para subsidiar a operação.
Quais crimes o suspeito pode responder
Se as suspeitas forem confirmadas, o funcionário pode responder por associação criminosa, estelionato majorado e furto qualificado, conforme enquadramento legal indicado pela Polícia Federal no comunicado oficial divulgado após a operação.
O estelionato majorado é o crime praticado contra idoso, enfermo ou mulher grávida, ou mediante abuso de relação doméstica ou coabitação, conforme o artigo 171 do Código Penal Brasileiro.
A qualificadora se aplica porque a fraude envolvia relação de confiança entre o funcionário e os titulares das contas.





